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Com o novo filme Superman já em cartaz nos cinemas, muita gente saiu da sessão curiosa com uma personagem em especial: a Engenheira, interpretada por María Gabriela de Faría. Pra quem não conhece os quadrinhos, ela pode até parecer só uma vilã genérica — mas na verdade, Angela Spica é uma importante personagem da DC, crucial para um certo grupo que James Gunn quer levar aos cinemas.

Com um corpo feito de metal líquido e uma mente genial, a Engenheira é parte crucial do grupo Authority, e no vídeo de hoje falamos tudo que você precisa saber sobre ela, em 10 fatos.

Ela é o legado de um Engenheiro anterior

Antes de Angela Spica, outro personagem usou o nome de Engenheiro. Ele fazia parte dos Changers, um grupo utópico que queria acabar com a fome, a guerra e os sistemas de controle social usando tecnologia. Sua proposta era espalhar o planeta com oásis nanotecnológicos que proveriam tudo o que a humanidade precisasse — comida, ferramentas e abrigo, sem necessidade de governos.

Mas o plano foi considerado perigoso demais por Henry Bendix, líder do Stormwatch. Temendo que o projeto minasse a estrutura da sociedade, ele ordenou um ataque à base dos Changers. O primeiro Engenheiro foi morto por uma bomba biológica e sua tecnologia quase se perdeu. Quase. Antes de morrer, ele enviou seus dados para uma colega promissora: Angela Spica.

Angela era uma prodígio obcecada por super-heróis

Nascida em Queens, Angela era a filha mais nova de uma família operária com sete filhos. O pai era motorista de ônibus, a mãe trabalhava numa lavanderia. Desde cedo, Angela mostrava sinais de genialidade — enquanto outras crianças brincavam com bonecas, ela construía placas de circuito com peças recicladas.

Além da mente brilhante, ela era apaixonada por super-heróis e sonhava em ser como eles. Essa obsessão infantil acabou moldando suas escolhas acadêmicas e profissionais. Formada com honras em engenharia biomédica, Angela logo se viu envolvida com pesquisas sobre fusão entre homem e máquina, abrindo o caminho para se tornar a nova Engenheira.

Ela substituiu todo o sangue por metal líquido

Usando os arquivos do primeiro Engenheiro e suas próprias pesquisas, Angela criou uma quantidade absurda de nanomáquinas em forma líquida — o bastante para substituir todo o sangue do próprio corpo. Sem hesitar, ela injetou a substância em si mesma, transformando seu corpo em uma plataforma tecnológica viva.

O resultado foi uma gama quase ilimitada de habilidades: ela pode voar, mudar de forma, criar armamentos do nada, controlar redes, gerar campos de força, clonar a si mesma, respirar em ambientes hostis e até usar tecno-telepatia. Tudo isso com um corpo que parece feito de metal líquido, como uma mistura de ciborgue com T-1000.

Entrando para o Authority

Após se tornar a nova Engenheira, Angela foi recrutada por Jenny Sparks para fazer parte do recém-fundado Authority. Jenny era “o espírito do século 20”, e tinha quase 100 anos de idade, embora não aparentasse isso. Curiosamente, ela já conhecia Angela quando a recrutou, de uma forma… paradoxal.

Acontece que, quando já fazia parte do Authority, Angela precisou viajar no tempo até 1919 para salvar Jenny de um tiro. Usando nanotecnologia médica, ela impede que Sparks morra. É por isso que Jenny Sparks sempre soube que, 80 anos depois, teria que recrutá-la para o Authority. Pois é, viagem no tempo tem dessas loucuras.

Foi forçada a viver uma vida falsa

Em um dos arcos mais brutais da equipe, “Transferência de Poder”, Angela foi sequestrada por agentes que extraíram seu sangue de nanitas e transferiram os poderes para uma substituta chamada “Máquina”.

O sangue de Angela foi substituído por sangue de um dependente químico com HIV. Além disso, ela sofreu implantes de memória e foi forçada a acreditar que era uma funcionária de mercearia sub-remunerada, com um marido abusivo e seis filhos — todos atores contratados.

Essa humilhação só acabou quando Swift, sua colega de equipe, a resgatou. Angela retomou seu corpo, eliminou as versões falsas da equipe e recuperou seu lugar. Mas o trauma daquele arco marcou profundamente a personagem, deixando cicatrizes emocionais que voltariam a aparecer em outras histórias.

Teve um romance complicado com o Capitão Átomo

Durante o crossover Captain Atom: Armageddon, o Capitão Átomo é acidentalmente enviado ao universo Wildstorm, e a Authority é encarregada de monitorá-lo. Angela é a primeira a fazer contato com ele e, apesar da missão ser puramente estratégica, os dois acabam se envolvendo emocionalmente. Ela até usa seus nanitas para tentar neutralizar uma ameaça dentro dele.

Essa ameaça, no caso, era um fragmento do Void, uma entidade cósmica superpoderosa daquele universo, capaz de distorcer o tempo e o espaço. O problema é que o Capitão Átomo começa a se aproximar da nova hospedeira do Void, Nikola Hanssen, e isso abala Angela. Tomada por ciúmes e sentimento de traição, ela tenta matá-lo. Ele, ainda apaixonado, neutraliza seus poderes — e logo depois, o próprio Void reinicia todo o universo, apagando da mente de Angela qualquer lembrança da relação dos dois.

Ela chegou a quase exterminar a humanidade

Já no universo principal da DC, após a traição de Harry Tanner, Angela assumiu a liderança do Stormwatch. Durante uma missão, acabou ingerindo um artefato que afetou sua mente. Aos poucos, foi se tornando fria, distante e sem empatia — até parar de se considerar humana.

A nova Engenheira concluiu que a melhor forma de proteger a Terra seria eliminar a raça humana e criar uma nova espécie. Totalmente corrompida, ela declarou guerra à humanidade. O plano só foi impedido quando Jenny Quantum destruiu a nave em que estavam. Angela foi dada como morta, encontrada nos escombros após o colapso da base.

Já perdeu seus poderes após um pulso eletromagnético

Durante os eventos da saga World’s End, a nave Carrier sofreu uma queda e Angela perdeu temporariamente seus poderes por conta de um pulso eletromagnético. Sem suas habilidades, ela atuou como engenheira convencional, ajudando os refugiados a consertar a nave e sobreviver no caos que se seguiu.

Com o tempo, os nanitas se reativaram parcialmente, permitindo que ela voltasse a usar seus poderes por períodos curtos. Angela então criou camadas de pele metálica que podiam ser ativadas em emergências. Mesmo limitada, ela continuou sendo um dos pilares da equipe.

Salvou toda a equipe de uma infecção mortal

Numa missão tensa em The Authority vol. 4 #12, o herói Apollo foi infectado pelo mortal Warhol Virus — uma praga biológica/digital capaz de se espalhar com um simples contato. Durante o caos, ele acaba vomitando nos colegas, incluindo a Angela. Mas ela não só sobrevive à infecção, como derrota o vírus internamente: seus nanites identificam a ameaça e a destroem de dentro pra fora.

E não parou por aí: logo depois, Angela cria uma segunda pele de nanites para cada membro da Authority, garantindo uma espécie de imunidade instantânea contra o vírus — uma resposta rápida e estratégica que salva a equipe

Reboot do Universo Wildstorm

Na versão de Warren Ellis lançada em The Wild Storm (2017), Angela ganha uma origem alternativa. Ela é contratada por uma organização secreta chamada I.O. e descobre a existência de uma nave alienígena em uma base escondida. Usando os dados da nave, desenvolve um traje transdérmico de armadura que fica armazenado em microcomponentes dentro do corpo.

Após um acidente público, é perseguida pela I.O., mas acaba sendo resgatada por Jacob Marlowe, líder dos Wild C.A.T.s. Ele oferece a ela acesso a tecnologias avançadas em troca de um mapeamento de seus sistemas.

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Murilo Oliveira, também conhecido como Muriloverso, é jornalista e redator-chefe do site O Vício. Comandando o canal homônimo no YouTube, ele compartilha sua paixão por cultura pop, trazendo análises, curiosidades e conteúdo geek com uma abordagem única e carismática.


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