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Na quarta-feira (8), fui convidado pela HBO Max a assistir antecipadamente ao último episódio da 2ª temporada de Pacificador e a participar de uma coletiva de imprensa com James Gunn, criador da série e chefe da DC Studios.

No evento, que durou uma hora, o executivo explicou algumas de suas decisões criativas, falou sobre as implicações da série para o futuro do DCU, e até revelou uma divertida ideia que teve de incluir Deadpool na season finale.

A seguir, você confere as principais declarações de Gunn, mas fique ciente de que o conteúdo da matéria está repleto de spoilers! Se você ainda não assistiu ao final da 2ª temporada, é melhor parar por aqui.

Menos ação e mais drama

Pacificador: Com Chris Smith preso, episódio final da 2ª temporada ganha imagens inéditas
Reprodução/DC Studios

Algo perceptível desde o primeiro episódio da nova temporada de Pacificador é que o drama assumiu o protagonismo da trama.

Segundo Gunn, esse era o plano desde o início, pois ele acredita já ter contado a história do Pacificador na 1ª temporada, e que agora tinha chegado a vez de falar sobre o homem por debaixo do capacete: Chris Smith.

Na minha cabeça, a primeira temporada sempre foi sobre o Pacificador, e a segunda sobre Chris Smith“, disse Gunn. “Na primeira temporada, Chris estava lidando com as repercussões de suas ações de várias formas, mas também com a presença de seu próprio trauma, um trauma que ele nunca tinha visto, em sua vida que estava afetando todos os seus pensamentos, todas as suas decisões, tudo que ele fazia, e ele simplesmente não estava ciente disso.

Desta forma, o novo ano é sobre um homem tentando descobrir como superar o trauma de ter causado dor a outras pessoas sem entender o que estava fazendo.

O cineasta continuou: “No final da primeira temporada, ele se torna ciente desse trauma. E isso, na verdade, torna a vida dele um pouco mais difícil. Como qualquer um que tenha feito alguma terapia sabe, isso pode ser difícil, pelo menos temporariamente, porque você está lidando com todas essas coisas na sua vida que você nem sabia que estavam lá, e você está duvidando de coisas sobre você que nunca duvidou. E esta segunda temporada é isso: é sobre essa jornada interna de Christopher Smith, e sempre foi sobre a maneira como ele se relaciona consigo mesmo e como ele se relaciona com o resto da Eleven Street kids de uma perspectiva do potencial de cura.

Levando esse tom intimista em consideração, Gunn apontou para a cena entre Adebayo e Chris no quarto de hotel como a mais importante da season finale.

Apenas segui o que a história pediu“, esclareceu Gunn. “Acho que tivemos um final com ação no último episódio. […] Mas, para mim, o verdadeiro coração da série acontece naquele pequeno quarto de hotel com a turma conversando com Chris.

Apesar de a emoção ter sido o seu elemento favorito do episódio, ele também se orgulha muito da sequência dos portais. O cineasta aponta para esta como a maior produção já feita em toda a série, pela quantidade de grandes set pieces e pelo trabalho que exigiu dos departamentos.

Foi uma das coisas mais divertidas que já fiz, porque realmente me lembra muito dos filmes terceira categoria de Hong Kong que eu amava quando era mais jovem“, confessou Gunn. “O episódio consegue misturar essas coisas absolutamente malucas com verdadeira tragédia, com Clyde sendo morto e a tristeza de Harcourt e Fleury, além da mudança em Fleury que leva ao final dele.

Questionado se algo ficou para trás nos portais que ele gostaria de ter feito, Gunn revelou a divertida ideia de mostrar o Deadpool do outro lado de um deles. O assunto chegou a ser debatido com Ryan Reynolds, mas Gunn optou por não levar a ideia adiante, considerando as complicações burocráticas que ela exigiria.

Eu conversei com o Ryan Reynolds sobre isso, mas acho que teríamos que passar por burocracias bem grandes para fazer isso acontecer.“, declarou.

No fim das contas, o que realmente importava para o episódio era transmitir a mensagem de que as pessoas são complexas demais para serem rotuladas. Todos carregam seus pecados, e o que diferencia uma pessoa boa de uma ruim é o desejo constante de melhorar.

Eu poderia dizer que é sobre mim, mas eu realmente não acho que seja. Eu acho que é sobre cada ser humano que não é um narcisista“, explicou Gunn. “Estamos cientes de todos os erros que cometemos em nossas vidas, de todas as coisas ruins que fizemos, das coisas que lamentamos, das vezes que machucamos pessoas…. você não pode viver uma vida plena sem machucar pessoas.

O fato de vivermos neste mundo em que todos pensam que a maneira de lidar com pessoas que pensam diferente de você é tratá-las como demônios, é estúpido. Não é assim que se faz. Você quer mudar o mundo? Você quer que o mundo seja um lugar melhor? você não faz isso dizendo a alguém que ele é mau. Não é assim que você faz, isso te torna alguém estúpido.“, refletiu.

Ao discutir essa mensagem emocional, Gunn se emocionou ao relembrar a complexidade de sua relação com o próprio pai. Ele confessou que essa vivência pessoal inspirou grande parte da jornada de cura e redenção do Pacificador em sua série de TV.

Eu chorei muito enquanto estava escrevendo, e chorei muito enquanto estava assistindo. Chorei no dia em que filmamos por causa da performance incrível de Danielle Brooks, e chorei todas as vezes que estava editando na sala de edição. A cena conversa comigo“, revelou Gunn. “O que Adebayo diz a Chris é o que eu sinto sobre meu falecido pai. Tinha muitas coisas sobre meu pai que eram bobas, mas no fim das contas, eu sabia que ele me amava. E eu acho que até a minha vida adulta muito mais tarde, ele era a única pessoa que eu sabia que me amava que era um ser humano e não um cachorro.”

O criador da série, então, advertiu: “Eu não vou ir tão longe a ponto de dizer que Chris é baseado no meu pai, mas ele certamente tem alguns de seus atributos.

A Salvação e o Xeque-Mate

Reprodução/DC Studios

Há duas configurações principais para o futuro do DCU no final de Pacificador: o Planeta da Salvação e o Xeque-Mate.

Nos quadrinhos, Salvação foi um arco de histórias publicado antes de Crise Final. Nele, Amanda Waller Rick Flag usam o Xeque-Mate e o Esquadrão Suicida para capturar os supervilões mais perigosos do mundo e deportá-los para fora do planeta.

Em princípio um lugar pacífico e habitável, o Planeta Salvação se revela como um mundo quase mecânico e dormente, repleto de bestas e parademônios de Darkseid.

Criado por Paul Kupperberg e Steve Erwin, o Xeque-Mate, por sua vez, é tradicionalmente uma agência de inteligência ultrassecreta do governo dos Estados Unidos, que lida com ameaças de alto nível, frequentemente envolvendo metahumanos, super-vilões e outras agências de espionagem. Em algumas fases específicas dos quadrinhos, o grupo chegou até a ser ligado à ONU.

Segundo Gunn, esses dois elementos fizeram parte da temporada desde o primeiro dia em que ele assumiu o comando da DC.

Essas eram as duas coisas que sempre fizeram parte desta temporada“, confessou Gunn. “Mesmo antes de eu me reunir com a sala de roteiristas na DC, já tinha mapeado o que eu achava que era a história geral, e dois aspectos importantes disso eram Xeque-Mate e, principalmente, Salvação.

Esses elementos serão cruciais não só para Homem do Amanhã (2027), mas também para todo o DCU a longo prazo. Todos os principais executivos da Warner foram apresentados a eles há anos.

Mesmo que indiretamente, todas as obras do plano de 10 anos do DCU serão impactadas por esses conceitos. E isso inclui a vindoura série dos Lanternas.

Eu apresentei essas coisas a todo mundo: Mike DeLuca e Pam Abdy (presidentes da Warner), Casey Bloys (presidente da HBO), o pessoal da Warner Bros. TV, e David Zaslav (CEO da Warner). Então isso sempre foi bastante instrumental na história geral. É algo abrangente no que estou contando no DCU.“, continuou Gunn. “As outras séries, como Lanternas, estão muito conectadas a tudo isso. Pode não parecer, mas está, está tudo muito conectado.

O Xeque-Mate, em específico, era um desejo antigo do criador da série. Gunn assumiu ser um grande fã da fase em quadrinhos do grupo escrita por Greg Rucka, e disse ter procurado por anos a melhor forma de trazer esses elementos para a tela.

Eu sempre gostei de Xeque-Mate. As histórias do Xeque-Mate de Greg Rucka são quadrinhos que eu realmente, realmente amo, então eu sempre quis tentar brincar com eles de alguma forma“, confessou Gunn.

O destino de Adebayo sempre foi fundar o Xeque-Mate na 2ª temporada. Muito antes de Gunn assumir a chefia da DC, ele já tinha em mente configurar o grupo de espionagem na série.

A ideia de permitir que Adebayo cumpra o seu destino, e seja aquela que funda a Xeque-Mate neste universo era importante também“, o cineasta continuou. “Eu também gosto da ideia de realmente usá-la para lidar com todos esses diferentes personagens.

Você deve concordar que Adebayo é o coração pulsante da série. As principais viradas emocionais a envolvem, com ela acreditando na bondade alheia, mesmo quando todos os sinais sugerem o contrário.

Desde o início, a primeira temporada foi sobre Adebayo e Pacificador“, explicou Gunn. “Duas pessoas que eram totalmente diferentes, mas também semelhantes em alguns aspectos. Elas se harmonizaram e se apaixonaram uma pela outra de uma forma platônica, o que vemos culminar no discurso dela para ele no último episódio, quando ela diz que ele é a única pessoa que ela reconhece que a ama. Isso inclui a mãe dela e os Eleven Street kids. O único que ela sente em seu coração que a ama é o Pacificador, e isso é uma coisa importante para o relacionamento deles.

Adebayo foi uma personagem chave em Pacificador desde o início. Sua capacidade de lidar com a imperfeição humana a credenciou como criadora do Xeque-Mate.

“Eu não sei se foi depois da primeira temporada ou talvez tenha sido durante a primeira temporada, mas eu sei há muito tempo que Adebayo estava destinada a formar o Xeque-Mate, pelo menos se eu seguisse meus planos.“, confessou.

Se ela era importante antes, agora vai ficar mais, pois o Xeque-Mate será um dos pilares do DCU.

Você definitivamente verá mais do Xeque-Mate”, prometeu Gunn. “Eles são uma grande coisa agora, então fazem parte do que vai acontecer, e eu acho que eles serão muito, muito bons no que fazem. Então, quando os virmos a seguir, acho que as circunstâncias deles serão um pouco diferentes da start-up que são agora.

Quanto à Salvação, como você já deve ter lido aqui no O Vício, tem a ver com o arco de histórias Planeta dos Condenados (Salvation Run), que mostra Lex Luthor protagonizando uma guerra civil contra o Coringa para tentar levar os vilões de volta para casa.

Bem, isso não vai ser repetido no DCU. Segundo Gunn, o que está sendo aproveitado desse arco é apenas o conceito.

É sobre o conceito, sabe? Quero dizer, eu realmente gosto do conceito de criar essa prisão absolutamente inescapável, mas que também é um pouco mal planejada, porque eles… eles acham que não é perigosa pelos seus testes iniciais. Mas, nos quadrinhos é, e neste mundo, obviamente, há indícios de que é perigosa“, explicou Gunn. “Sabe, eu realmente gostei do conceito desde o início, quando foi apresentado pela primeira vez.”

E como ele tinha prometido antes, não será necessário assistir à 2ª temporada de Pacificador para entender o que é o Planeta da Salvação em Homem do Amanhã (2027). O conceito será explicado novamente no filme.

Eu quero fazer com que você possa assistir a qualquer coisa isoladamente“, reforçou o criador da série. “Eu não estou esperando que as pessoas entrem em Homem do Amanhã (2027) sabendo o que é a Salvação. Nós vamos explicar isso no filme. Você descobrirá tudo o que precisa saber sobre o desaparecimento de meta-humanos.”

Além da prisão em si, o que está sendo importado do Arco da Salvação é a origem da ideia: ela surgiu porque Rick Flag Jr e Amanda Waller estavam incomodados com o grande número de meta-humanos na Terra.

Nos quadrinhos há uma história muito distinta de Coringa vs Lex Luthor, mas no DCU não será sobre isso“, continuou o cineasta. “A parte que realmente me chamou a atenção foi o começo, onde, naquela versão, Rick Flag Jr. e Amanda Waller estavam de saco cheio dos meta-humanos e queriam se livrar deles permanentemente.

Falando em Waller, Gunn reforçou o desejo de contar com Viola Davis no papel mais uma vez.

Você sabe, Viola e eu temos um ótimo relacionamento, eu a amo muito, eu acho que ela é uma das maiores atrizes com quem já trabalhei, então eu certamente espero que sim.“, declarou.

Na ocasião, ele disse ainda que as coisas continuam difíceis no desenvolvimento da série solo da personagem.

Tem sido um caminho difícil; há muito o que dizer“, lamentou Gunn. “Às vezes, as coisas simplesmente acontecem e você recebe ótimos roteiros, com tudo fluindo naturalmente. Outras vezes, é um caminho mais turbulento. E, como eu disse desde o início, nunca daremos sinal verde a algo cujos roteiros não estão funcionando, e simplesmente ainda não tivemos isso com a série Waller.

O discurso do pai do Pacificador

Pacificador: 8 revelações e referências do episódio 7 da 2ª temporada
Reprodução/DC Studios

Um dos momentos importantes da segunda temporada é o discurso final do pai alternativo do Pacificador, no qual ele revela que não é supremacista. Essa cena gerou várias discussões, mas, segundo James Gunn, poucas delas refletiram o que ele realmente queria provocar.

O discurso foi um momento decisivo para as transformações de Harcourt e Economos. Após anos apenas seguindo ordens, eles entenderam que precisam se posicionar contra o governo corrupto; caso contrário, acabarão sendo parte dele de qualquer forma.

Quando Auggie faz seu discurso no final do episódio sete, algumas pessoas o julgam muito duramente e outras pensam que ele é um herói. Eu não sei se ele é alguma dessas coisas. Eu acho que ele é um bom homem que está tentando lutar de maneiras pequenas. Acho que isso fala diretamente com Harcourt, especialmente, mas também com Economos nessa situação.“, Explica Gunn.

Segundo Gunn, essa é uma das principais lições do Pacificador: acerte ou erre, ele tenta tomar as decisões com base no que acredita.

Apesar de todas as falhas do Pacificador, ele sempre foi impetuoso e fez o que achava ser a coisa certa. Harcourt e Economos são operários. Eles trabalharam para organizações de inteligência a vida toda, basicamente seguindo ordens. E, então, eu acho que Auggie estava falando diretamente para a alma de Harcourt naquele momento“, disse Gunn. “Isso leva a esse desejo de criar uma organização usando todo o ‘dinheiro sujo’. […] Eu acho que essa é a verdadeira culminação dos Eleven Street kids e seu desejo de serem bons.

Rick Flag Sr. está diferente?

Frank Grillo como Rick Flag Sr.
Reprodução/DC Studios

Há quem entenda que a face vilanesca de Rick Flag Sr caracteriza uma grande diferença do personagem em relação a Comando das Criaturas. Para Gunn, no entanto, isso não é preciso.

O cineasta acredita que é o mesmo personagem imperfeito da série animada, mas submetido a um contexto diferente.

Quando você assiste a 1ª temporada de Comando das Criaturas pela primeira vez, ele parece ser um cara bom, mas ele definitivamente não é, ele complica tudo porque pensa que é mais esperto que a Waller, o que ele não é“, explica Gunn. “Ele se apaixona pela princesa e é enganado por ela desde o começo. Você sabe, isso, para mim, é o divertido sobre Rick Flag, ele é totalmente imperfeito.

James Gunn não acredita que Rick Flag Sr. seja um vilão. O personagem só não é uma boa pessoa ainda, pois está fugindo da verdade.

Eu certamente não acho que Rick Flag Sr seja malvado, de jeito nenhum“, explicou o criador da série. “Se alguém matasse meu filho, eu não tenho certeza se eu não me sentiria da mesma forma sobre o Pacificador. Eu tenho compaixão por Rick Flag, só não acho que ele esteja se permitindo ver toda a verdade. A pior coisa sobre Rick Flag é que ele está focado no cara que ele pode fazer algo a respeito mais facilmente do que na mulher que seria mais difícil. Amanda Waller foi quem deu a ordem para o Pacificador fazer isso.

Quanto a possibilidade de Frank Grillo dividir a cena com Joel Kinnaman para um improvável encontro de pai e filho, isso jamais foi considerado para esta temporada.

É a série de Chris Smith no final das contas. É sobre o Pacificador ter um confronto com o próprio passado ali por um momento e ter que lidar com isso. Nunca foi sobre Rick Flag.”, esclareceu o cineasta.

O futuro de Rick Flag Sr. não será brilhante. Lex Luthor é do tipo narcisista que só se preocupa com ele mesmo e, em algum momento, acabará descartando Flag.

Rick é bobo. Tipo, você sabe, eu amo o personagem do Rick Flag, mas ele acha que é muito mais esperto do que é, e nós vemos isso continuamente“, explicou Gunn. “Ele acha que pode competir com Lex e simplesmente não há como ele lidar com isso. Não vai acabar bem para ele.

Talvez já vejamos um impacto disso na 2ª temporada de Comando das Criaturas, que já tem dois episódios em estágio avançado de escrita.

Sim, [a 2ª temporada] está sendo escrita agora. Já temos os primeiros dois episódios, então, sim. Isso faz parte.“, confirmou o cineasta.

Os anos 2000 as adaptações do DCU

Pacificador introduz icônico grupo de espionagem no DCU

Algo muito bem observado na coletiva foi como James Gunn está adaptando muitos conceitos introduzidos em quadrinhos dos anos 2000, especialmente os assinados por Grant Morrison e Greg Rucka.

O cineasta garantiu que veremos ainda mais obras dessa época sendo adaptadas, e avisou que quadrinhos mais modernos também devem chegar à TV e ao cinema em breve. O esquema será semelhante ao de Supergirl (2026), que adapta diretamente uma minissérie de Tom King.

Absolutamente. Sim. Com certeza [teremos mais obras dos anos 2000 adaptadas]. E também estamos trabalhando em alguns quadrinhos mais modernos também“, disse Gunn. “Estamos trabalhando em algumas coisas que são um pouco mais no estilo de Supergirl. Algo como adaptações diretas dos quadrinhos de Tom King.

Gunn, no entanto, alertou que Homem do Amanhã (2027) não será um exemplo de adaptação direta. Assim como Superman (2025), será uma história original que explora diferentes conceitos conhecidos dos quadrinhos.

Estamos pegando elementos como Salvação, certo? Mas não estamos adaptando exatamente aquela história. Então, há muita exploração de conceitos. É como o que acontece em Homem do Amanhã (2027), onde estou lidando com muitas ideias ótimas dos quadrinhos, mas não estou adaptando nenhuma história específica, como Supergirl faz com A Mulher do Amanhã.“, advertiu Gunn.

Os próximos filmes e séries sem James Gunn

Supergirl na DC
Reprodução/DC Studios

O DCU agora dará um descanso para James Gunn como roteirista e diretor. Projetos como Supergirl (2026), Lanternas e Cara-de-Barro (2026) estão sendo comandados por outros cineastas.

Questionado sobre a sensação de atuar mais como produtor, o chefe da DC admitiu que essa tem sido uma transição e um grande desafio pessoal.

É desafiador porque eu sou, por natureza, um roteirista e diretor. Eu já produzi coisas antes, mas não é tão natural para mim, não parece que é“, disse Gunn. “Eu estou me concentrando em ser o melhor produtor e apoiar esses criadores o melhor que eu posso para ajudá-los a contar boas histórias. Eu sou responsável pela história dessas produções tanto quanto sou pelas histórias nas minhas próprias coisas, então minha preocupação central é a mesma, seja um filme que estou dirigindo ou o de outra pessoa.

Personagens que quase estiveram na série

Duas versões do Vigilante em Pacificador
Reprodução/DC Studios

A nova temporada de Pacificador deixou no ar duas perguntas que já vinham da primeira: Onde estão o irmão do Vigilante e a mãe de Chris Smith?

James Gunn quase respondeu nessa temporada, mas teve que cortar os dois por uma questão de espaço.

Havia dois personagens que eu tinha na manga que são grandes ideias na minha cabeça. Um é a mãe do Pacificador e o outro é Gut Chase“, revelou Gunn. “Ambos quase apareceram nesta temporada, e eu até escrevi cenas para a mãe do Pacificador. Mas, no final das contas, não tive tanto espaço quanto queria. Então, sim, Gut é um amigo do Pacificador que é um babaca como o Pacificador costumava ser, mas provavelmente não tem o coração que o Pacificador tem escondido por baixo de tudo isso.”

O dia favorito

Reprodução/DC Studios

Falando sobre seu dia favorito no set de filmagens, James Gunn escolheu aquele em que gravou as cenas no barco. Segundo o cineasta, todos se divertiram muito, e vários membros da equipe até dançaram no fundo da cena.

A filmagem no barco com Foxy Shazam e Nelson, esse foi o melhor dia de todos os tempos que eu já tive em qualquer set de filmagem, de verdade“, confessou Gunn. “Nós nos divertimos muito naquele dia. Eu não acho que, tipo, você provavelmente pode me ver, mas estamos todos lá atrás dançando Foxy Shazam, então eu estou lá, Steve Agree está lá, não é um ótimo figurante, mas ele está lá atrás, Nelson está lá atrás, estamos todos lá atrás, eu e os assistentes de produção estamos lá atrás dançando, estamos todos lá atrás dançando ao som de Foxy Shazam.

O final em aberto

Reprodução/DC Studios

O final da 2ª temporada de Pacificador deixa em aberto o destino de Chris, que se torna o primeiro prisioneiro do Planeta da Salvação. Isso indica uma 3ª temporada? Não! Embora Gunn não descarte a ideia, o terceiro ano não está nos planos.

O desfecho é, na verdade, um bônus que configura o que virá pela frente para o Pacificador no contexto global do DCU.

O final é sobre o DCU de forma mais ampla. Tem a ver com outras histórias nas quais isso se desenrolará agora“, explicou Gunn. “Então, isso não significa que não haverá [uma 3ª temporada], nunca diga nunca, mas, tipo, agora, não, isso é sobre o futuro do DCU. E o Pacificador é um personagem muito importante.

Uma coisa é certa: você ainda verá muito o Pacificador, pois o personagem tem uma importância pessoal para Gunn, que até se emocionou ao falar de Chris durante a coletiva.

A ideia, em vez de aposentar o Pacificador, é usá-lo em outras produções e tentar criar mais sucessos inesperados como ele, pois isso renovará a marca da DC.

O Pacificador é realmente importante para mim“, reforçou Gunn. “Eu disse desde o início, quando aceitei este trabalho, que se trata realmente de manter e reposicionar as grandes propriedades da DC, como Batman, Mulher-Maravilha e Superman, e depois criar grandes propriedades a partir dos personagens menores, como o Pacificador.

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