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E se eu te disser que Pennywise tem… um irmão? Calma, eu posso explicar. Naquela que é considerada pelo próprio Stephen King como sua Magnum Opus, A Torre Negra, existem inúmeras referências às suas outras obras e, é claro, a outros personagens: e Dandelo surge como uma clara referência ao Pennywise.

Mas afinal, quem é Dandelo, qual seu papel na história e por que ele é considerado o “irmão” de Pennywise? É sobre isso que vamos falar no vídeo de hoje.

Um vampiro psíquico que se alimenta de risos

Se você é fã do universo de Stephen King, já sabe que ele tem um talento especial pra criar criaturas de outros mundos que se alimentam do medo. E eu sei que o primeiro nome que veio na sua cabeça foi Pennywise, o palhaço dançarino, que aterroriza a pequena cidade de Derry.

Pois bem, Dandelo possui um modus operandi semelhante, mas ainda assim diferente. Conhecemos Dandelo na saga A Torre Negra, mais especificamente no sétimo livro, intitulado justamente “A Torre Negra”, e sua introdução é extremamente marcante. Ele se apresenta como Joe Collins, um senhor bem falante e acolhedor que vive numa casa decadente no fim do mundo. Ele oferece abrigo, comida e boas risadas a viajantes cansados. Parece inofensivo, né? E essa é a ideia.

Dandelo é um vampiro psíquico. Uma entidade que não apenas tira vidas por diversão — embora talvez se divirta um pouco com isso —, mas que literalmente se alimenta de emoções, especialmente da alegria. Pois é, diferente de Pennywise, que se alimenta do medo, Dandelo suga a vitalidade de suas vítimas fazendo elas rirem até não conseguirem mais. Elas literalmente “morrem de rir”. Não porque algo é realmente engraçado, mas porque você simplesmente não consegue parar.

O papel de Dandelo em A Torre Negra

A origem de Dandelo é um mistério. Ele diz ter sido comediante nos Estados Unidos antes de parar no Mundo Completo, mas isso quase certamente é uma mentira. Em algum momento, ele se estabeleceu em uma cabana na Odd Lane, nas Terras Brancas de Empathica. É ali que Roland, Susannah e Oy o encontram, a caminho da Torre Negra. A casa parece tranquila demais. E como toda boa história de terror nos ensina: silêncio demais é sempre mau sinal. Então, surge Joe Collins, alegre e receptivo, convidando todos pra dentro com promessas de calor, comida e piadas.

E ele não para de contar piadas, fazendo praticamente um show de stand-up. Mas é aí que a coisa fica sinistra. Aos poucos, Roland começa a rir — e cada risada o enfraquece. Seu corpo pesa, sua visão embaça, seus membros falham, e sua mente vai se apagando. Como se estivesse sendo drogado, mas com piadas. Enquanto isso, Dandelo segue contando, como um predador, mas Roland não percebe seus efeitos negativos. É Susannah quem liga os pontos. E não, Roland e Susannah não são os primeiros a cair nessa armadilha.

O prisioneiro silencioso e o aviso do próprio King

Trancado em um barracão atrás da casa, está Patrick Danville. Um jovem artista, mantido como prisioneiro por Dandelo por sabe-se lá quanto tempo. Patrick foi drenado emocionalmente várias vezes, ficando em um estado miserável, mal conseguindo se manter de pé. Para evitar que ele pedisse ajuda ou reagisse, Dandelo arrancou sua língua. Mas Patrick não é uma vítima qualquer. Ele tem o poder de desenhar coisas que ganham vida — e também de apagar o que quiser com seu lápis mágico.

Susannah, em um momento estranho, percebe uma lesão na pele que começa a sangrar. Ela vai até o banheiro, onde encontra uma mensagem escrita por ninguém menos que… Stephen King. Em forma de uma intervenção divina — ou melhor, um deus ex machina literal — King se coloca dentro da narrativa como forma de retribuir por ter sido salvo. A mensagem serve como alerta sobre a verdadeira natureza de Dandelo. Com isso, Susannah entende tudo: Roland caindo, as piadas que drenam sua força, e o perigo que estão correndo. Joe Collins não é um velhinho excêntrico. É um monstro — e precisa ser detido imediatamente.

O fim de Dandelo e sua forma verdadeira

Sem perder tempo, Susannah age. Ela interrompe o transe de Roland e os dois atacam juntos, eliminando Dandelo antes que ele consiga esgotá-los completamente. Mas é nesse momento que o horror real aparece. Quando os tiros acertam o corpo, a máscara de Joe Collins começa a se desfazer. A pele humana derrete, revelando algo grotesco, disforme, inumano. Um ser com aparência de inseto-vampiro, olhos ocos, pele podre… algo que nunca deveria existir. Não tão grandioso quanto Pennywise, mas com um terror único.

Dandelo e Pennywise, irmãos ou descendentes?

É aí que entra a questão: Dandelo e Pennywise têm muito mais em comum do que os fãs gostariam de admitir. Ambos são metamorfos, manipulam a realidade ao redor, e se alimentam de emoções humanas. A diferença está no sabor da presa: Pennywise prefere o medo; Dandelo, a alegria.

Obviamente, o primeiro impulso dos leitores foi o de acreditar que Pennywise e Dandelo são o mesmo, até mesmo pelo fato de que ele tem um robô chamado “Bill Gago”, em uma clara referência a Bill Denbrough, de It: A Coisa. Porém, isso foi desmentido posteriormente pelo próprio Stephen King, que afirmou, no entanto, que Pennywise e Dandelo são meio que “irmãos”, afinal, fazem parte da mesma espécie.

Essa raça de Pennywise e Dandelo são os glamours, ou Monstros do Toadash, criaturas antigas que distorcem emoções e percepções. Porém, alguns fãs ainda vão além, acreditando que Dandelo possa ser na verdade um descendente ou um filhote de Pennywise. Afinal, no romance de It: A Coisa, descobrimos que Pennywise pôs ovos em seu covil. E como Derry seria uma entrada para o universo da Torre Negra, é possível que um desses ovos tenha chegado até Empathica… e se tornado Dandelo.

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