
A Warner Bros. já encontrou o vilão do filme Aquaman com o Mestre do Oceano, que será interpretado pelo ator Patrick Wilson – o Coruja em Watchmen. A chegada do vilão não chega a ser uma surpresa, já que o Mestre do Oceano é um inimigo de longa data do Aquaman, e parte crucial de sua história de origem. Mas quem é esse vilão, afinal?
Criado pelo escritos Bob Haney e pelo artista Nick Cardy, o Mestre do Oceano foi introduzido em 1966 em Aquaman #29, em uma época que o elenco de apoio do herói expandiu-se significativamente com a adição de Aqualad, Mera, Tula, Vulko, e o vilão Arraia Negra. A conexão do Mestre do Oceano com Aquaman no entanto, foi mais profunda, já que ele era meio-irmão do herói, e completamente humano.
Filho do pai de Aquaman, Tom Curry, com Mary O’Sullivan Curry (pelo menos na continuidade original), Orm Curry foi produto de um casamento frio, e cresceu à sombra de seu meio-irmão super-humano, Arthur Curry. Seu ressentimento na infância cresceu à medida que Arthur ganhou renome como um herói submarino e governante da Atlântida. Um criminoso mesquinho, Orm eventualmente perdeu a memória e desapareceu, mudando seu sobrenome para Marius e ressurgindo mais tarde como o pirata altamente tecnológico chamado Mestre do Oceano.
Embora Orm não possuísse nenhuma habilidade sobre-humana, ele tinha um arsenal de armas roubadas e tecnologia à sua disposição.

Orm e Arthur lutaram pela primeira vez em suas novas identidades quando o herói tentou evitar a caça ilegal de baleias orquestrada pelo Mestre do Oceano, que foi a primeira de suas atividades criminosas. O vilão saqueou as cidades e a tecnologia Atlante e atacou navios na superfície, pensando em construir o seu próprio reino submarino para rivalizar com Aquaman – ou derrubá-lo de seu trono. Devido à sua amnésia, Orm desconhecia sua relação familiar com Arthur, mas a restauração de sua memória apenas intensificou sua raiva.
O Mestre do Oceano eventualmente descobriu a existência de artefatos místicos atlantes conhecidos como os Cristais do Zodíaco, e abandonou toda a sua tecnologia em favor da magia, com a qual ele possuía força sobre-humana e a capacidade de disparar raios de energia, criar ilusões e invocar criaturas marinhas mágicas. Mas os poderes que o serviam tão bem, finalmente o levaram à sua ruína, deixando Orm enterrado sob toneladas de entulho durante uma batalha com Aquaman.

No entanto, assim como as correntes oceânicas, a continuidade dos quadrinhos é algo que vive sofrendo mudanças, e durante a reinvenção do Aquaman pelo escritor Peter David – na mais famosa e aclamada fase do herói – o Mestre do Oceano retornou com uma nova origem. Orm ainda era meio-irmão de Arthur – ou melhor, de Orin – mas desta vez o pai deles era o mago Atlante chamado Atlan. Sua rivalidade com Aquaman e seu desejo pelo trono da Atlântida permaneceram, assim como seu uso de feitiçaria: Ele vendeu sua alma ao demônio Neron em troca de um tridente místico que lhe concedeu imenso poder, mas que lhe causava dor excruciante quando não estava em sua posse.
O Mestre do Oceano continuou a atormentar Aquaman, e ocasionalmente entrou em conflito com a Liga da Justiça – e embora ele possa não parecer muito com alguém que se alie a outras pessoas, já chegou a trabalhar junto com Lex Luthor.

Com o reboot dos Novos 52 em 2011, as origens de Orm mudaram mais uma vez, desta vez tornando-o meio-irmão de Aquaman através de sua mãe Atlanna, a rainha da Atlântida. Após sua morte, o adulto Orm ascendeu ao trono em meio a suspeitas sobre seu papel no assassinato da rainha. Vulko expressou suas suspeitas e foi forçado a fugir de Atlântida para o exílio, onde anos mais tarde conheceu o jovem Arthur, que estava aprendendo sobre sua herança Atlante.
Orm deus boas vindas a seu recém encontrado irmão mais velho, e desceu do trono de acordo com a lei Atlante, apenas para ser reintegrado em meio à dissenção sobre a herança meio-humana de Arthur. O reinado de Orm continuou sem incidentes, até que ele lançou uma guerra toral contra o mundo da superfície usando planos de ataque que tinha escrito junto com Aquaman. Nesta continuidade, o Mestre do Oceano não é um pirata/feiticeiro invejoso, mas sim um chefe de estado que protege ferozmente o seu reino e desconfia extremamente de seus vizinhos que habitam a superfície. Ele tem pavio curto, é impulsivo, e coloca Atlântida em primeiro lugar. Talvez, a versão mais interessante do personagem, e sem dúvidas a que possui mais camadas de complexidade, tornando-o um excelente antagonista.

No entanto, Orm também é (facilmente) manipulável, já que é revelado que o sempre fiel Vulko esteve por trás do ataque com mísseis à Atlântida, o que iniciou a guerra com a superfície. Tudo em uma tentativa torpe de fazer com que Aquaman retornasse ao trono.
Derrotado por Aquaman e pela Liga da Justiça, Orm é remetido para a prisão de Belle Reeve, fugindo de lá nos eventos da saga Vilania Eterna. Embora inicialmente determinado a retornar a Atlântida, Orm mudou abruptamente de ideia e optou por permanecer na superfície com uma mulher e seu filho. Sua nova vida na Lousiana foi interrompida no final do arco “Morte de um Rei” – conclusão da fase de Geoff Johns pelo título – graças à aparição de Nerus, Rei do Segundo Mar, que ofereceu a Orm sua lealdade e seu conhecimento para garantir que os Sete Reis “governem este planeta mais uma vez.”
É provável que a versão do filme de Aquaman, dirigido pelo diretor James Wan seja mais influenciada por esta última versão do personagem. Não apenas por ser um personagem mais completo e determinado, que foge do clássico vilão clichê, mas também por Geoff Johns, autor dessa fase do personagem, ser atualmente o coordenador do universo cinematográfico da DC.
Aquaman será dirigido por James Wan, e tem data de estreia para julho de 2018. O filme traz Jason Momoa como Arthur Curry/Aquaman, Amber Heard como Mera, Willem Dafoe como Vulko e Patrick Wilson como Mestre do Oceano.





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