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Por envolver uma mente coletiva que acumula todos os conhecimento da humanidade e tem uma programação serviçal muito rígida, Pluribus foi rapidamente apontada como uma grande alegoria aos avanços da IA. Mas será que ela realmente foi pensada assim?

Falando para a Esquire, o criador da série, Vince Gilligan, admitiu que essa é uma interpretação possível de sua obra; no entanto, ressaltou que a alegoria não foi algo intencional.

O conceito de Pluribus foi criado há 10 anos, quando ferramentas como o ChatGPT ainda não existiam.

Não posso dizer que estava pensando nisso que chamam de IA hoje em dia — o que, aliás, me parece apenas uma ferramenta de marketing, porque não há inteligência ali. É um truque de ilusionismo realmente incrível que faz parecer que um ato de criação está ocorrendo, mas, na verdade, é apenas pegar pedacinhos de outras cem fontes e montá-los.“, disse Gilligan. “Pessoalmente, não sou um grande fã do que hoje se passa por IA.

O criador da série completou: “Não quero ver o que chamam de IA dominando o mundo. Não quero vê-la subvertendo o processo criativo dos seres humanos. Mas, sendo sincero, eu não estava pensando nisso especificamente quando criei a série.

Outro ponto abordado por Gilligan foram as comparações com a crise sanitária de 2020. Novamente, o conceito da série foi concebido muito antes e, longe de ter inspirado elementos da trama, a situação chegou a colocar em dúvida a produção da obra. O criador admitiu ter temido que o público rejeitasse o conteúdo devido ao trauma vivido na época.

O episódio final da 1ª temporada de Pluribus, vale ressaltar, será lançado hoje (23) no Apple TV, às 23h (horário de Brasília).

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Fonte: Esquire



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