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Com Rogue One: Uma História Star Wars em cartaz há algumas semanas, um dos pontos mais discutidos a respeito do filme tem sido a ressurreição digital do falecido ator Peter Cushing como Grão Moff Tarkin. E o personagem acabou tendo um papel inesperadamente importante dentro do filme.

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As reações ao uso do rosto de Csuhing foram as mais diversas. Muitos elogiaram os efeitos, outros acreditaram que não estavam perfeitos e portanto causavam estranheza e roubavam a atenção do filme, enquanto outros ainda questionaram a questão ética e moral de colocar o falecido ator no filme, embora a equipe de produção sustente que seu envolvimento era imperativo para a história, dada a posição de Tarkin como Comandante da Estrela da Morte no Episódio IV.

“Se ele não estivesse no filme, teríamos que explicar por que ela não estava no filme”, disse Kiri Hart, executiva de desenvolvimento de história da Lucasfilm, ao New York Times. “Essa é a questão.”

A Industrial Light And Magic trabalhou em Tarkin, com permissão de propriedade de Cushing. O ator Guy Henry interpretou o personagem no set, com sua performance facial sendo substituída por uma recriação digital de Cushing no corte final do filme. A equipe da ILM usou imagens arquivadas de Uma Nova Esperança para estudar e simular os tiques faciais de Cushing.

“Quando Peter faz um ‘aah’, ele não move o lábio superior“, explicou John Knoll, chefe de criação da ILM. “Ele só abre a mandíbula a meio caminho, e faz essa posição com seu lábio inferior, que expõe seus dentes inferiores.”

Antes que essas nunces do rosto de Cushing fossem levadas em consideração, a equipe sentiu que sua criação parecia um parente de Cushing, mas não exatamente o ator. No entanto, a primeira regra era a semelhança com o realismo.

Apesar da ILM ter certeza de que conseguiriam recriar Tarkin como um personagem totalmente funcional para o filme, existiram planos de contingência caso esse plano inicial não desse certo. Nesse caso, sua participação seria relativamente menor. Foi o que Knoll explicou:

“Nós falamos sobre Tarkin participando de conversas via holograma, ou sobre transferir seus diálogos para outros personagens”

Algumas das críticas resultantes do uso de CGI para recriar Cushing em Rogue One foi que isso abriu portas para que outros atores falecidos possam ser recriados em outros filmes. Knoll, no entanto, disse que não vê isso acontecer, já que Rogue One agiu dentro de uma circunstância especial.

“Não acho que isso vá acontecer. Isso foi feito por razões sólidas e justas dentro da história. Esse é um personagem que é muito importante para contar esse tipo de história. É extremamente trabalhoso e caro fazer. Não imagino que alguém se envolva nesse tipo de coisa de maneira casual. Não estamos planejando fazer essa criação digital de maneira extensiva a partir de agora. Isso só faz sentido para este filme em particular.”

Rogue One: Uma História Star Wars tem direção de Gareth Edwards e já está em cartaz nos cinemas. O elenco traz  Felicity Jones como a protagonista Jyn Erso, Ben Mendelsohn como Diretor Orson Krennic, Mads Mikkelsen como Galen Erso, Diego Luna como Capitão Cassian Andor, Donnie Yen como Chirrut Imwe, Riz Ahmed como Bodhi Rook e Forest Whitaker como Saw Gerrera.

Murilo Oliveira, também conhecido como Muriloverso, é jornalista e redator-chefe do site O Vício. Comandando o canal homônimo no YouTube, ele compartilha sua paixão por cultura pop, trazendo análises, curiosidades e conteúdo geek com uma abordagem única e carismática.


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