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De acordo com The New York Times, a Netflix fechou um acordo inédito com Ben Affleck, Matt Damon e a produtora Artists Equity que pode ter impacto direto na forma como a indústria do entretenimento remunera as equipes criativas.

No contrato do longa-metragem Dinheiro Suspeito, é dito que todo o elenco e a equipe técnica receberão um bônus caso a produção tenha bom desempenho na plataforma.

O site observa que cerca de 1,2 mil profissionais trabalharam no filme, com orçamento estimado em US$ 100 milhões.

Diferentemente do modelo tradicional da empresa, que costuma pagar valores fechados antecipadamente, sem participação posterior nos resultados, este acordo prevê um bônus único baseado no desempenho de 90 dias na plataforma.

Queríamos instituir justiça e lidar com alguns dos problemas reais que são urgentes no nosso negócio”, afirmou Affleck. “Esse acordo é fundamental, filosoficamente, para as ideias que tivemos ao fundar a Artists Equity.”

Bela Bajaria, chefe de conteúdo, explicou que costumam pagar valores mais altos antes mesmo das filmagens começarem, o que já incluiria parte do que seria um bônus de desempenho.

Muitos talentos gostam do fato de uma empresa assumir o risco financeiro, apoiar a visão deles e fazer o filme”, afirmou. “É por isso que não estamos mudando nosso modelo.”

Ainda assim, admitiu flexibilidade. “Não somos dogmáticos. Queríamos fazer negócios com Matt e Ben. Eles são muito empreendedores e progressistas na forma de pensar o negócio, e acho muito interessante que eles tenham criado a empresa desse jeito.”

A estreia acontecerá em 16 de janeiro.

Leia mais sobre Dinheiro Suspeito:

Em Dinheiro Suspeito, ao descobrirem milhões de dólares em um esconderijo abandonado, a confiança entre uma equipe de policiais de Miami começa a se deteriorar. À medida que forças externas descobrem a magnitude da apreensão, tudo é questionado.

O elenco também traz Steven Yeun (Treta), Sasha Calle (The Flash), Kyle Chandler (Lanternas) e Scott Adkins (Os Mercenários 2).

Fonte: NY Times



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