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A DC revelou mais detalhes sobre a origem do Coringa Absolute, e ele é muito mais sombrio do que qualquer um de nós imaginava. E dá pra dizer que aquela origem que o Alfred acreditava, da qual já tivemos vídeo aqui no canal… não era 100% correta.
Os novos detalhes surgem em Absolute Batman: Ark M, um one-shot sobre a história do Asilo Arkham nesse universo. No vídeo de hoje, explicamos como essa instalação se conecta com as origens do Coringa.
A trama nos leva de volta ao ano de 1945, quando Amadeus Arkham é abordado por um homem. O visitante cumprimenta com educação e pergunta se chegou muito cedo. Amadeus responde que está tudo certo, quanto mais rápido concluírem o processo, melhor. Quando o homem pergunta se ele não está reconsiderando, Amadeus garante que não, que é hora, e que o preço oferecido reflete o quanto está determinado a fechar o negócio.
Ele está basicamente vendendo o Asilo Arkham por um valor bem abaixo do esperado. Em seguida, convida o homem para um passeio pelas instalações. Durante a caminhada, o visitante nota um quadro de uma mulher e pergunta quem é ela. Amadeus responde que é sua mãe — e, de certo modo, afirma que tudo começou com ela. Assim, ele começa a contar sua história.
Seu pai lutou pela União durante a guerra civil americana. Suas primeiras lembranças são de sua mãe vigiando a janela, esperando pelo retorno do marido. A espera cobrara um preço tanto dela quanto de Amadeus. Mas naquela noite, algo parecia diferente. A silhueta de um soldado da União apareceu caminhando em direção à casa.
Sua mãe exclamou que era ele. Depois de tanto tempo, o pai havia voltado. Ou assim pensaram. Logo perceberam que o homem à porta não era o pai de Amadeus. Ele entregou uma carta que explicava tudo: era uma mensagem do presidente Johnson, informando que o pai havia morrido na Batalha de Palmito Ranch — uma batalha que aconteceu ironicamente após a rendição oficial, o que tornava sua morte ainda mais absurda.
Para sua mãe, foi o fim. Embora o soldado tenha tentado consolá-la, ela teve outra reação. Após pegar a arma do soldado e tirar sua vida, ela olhou para os filhos e fez o mesmo com cada um deles, um por um. Mas quando chegou em Amadeus, ela hesitou… e se voltou contra si mesma. Por que ela o poupou, ele nunca saberia. Mas aquele evento moldaria toda a sua vida.

Do momento em que chegou ao orfanato Elliot de Gotham, ainda um garoto assustado, até o dia em que saiu de lá como um jovem confiante, Amadeus não tinha nada além das roupas do corpo e um sonho: ajudar pessoas como sua mãe. Ele queria criar um lugar onde elas pudessem receber o cuidado necessário, onde a ciência da mente fosse usada para tratar distúrbios mentais. Um lugar que se tornaria o Asilo Arkham.
Com a ajuda da Fundação Elliot, Amadeus comprou um terreno barato — com um passado sombrio, pois ali funcionava um centro de prisioneiros na época da Revolução Americana. Os moradores diziam que o local era amaldiçoado. Mas nada disso importava, contanto que algo bom pudesse surgir dali.
Nos primeiros anos, Arkham era exatamente como ele imaginava: uma boa instalação, com uma equipe dedicada e pacientes recebendo o tratamento de que precisavam. Mesmo aqueles que, sendo Gotham o que é, exigiam atenção especial. Ele acreditava que sua mãe teria orgulho. Ainda assim, nem tudo era perfeito. Um problema em especial se destacava: um paciente tão perverso que Amadeus se recusava a dizer seu nome. No diário, ele o chama apenas de Jack Doe.

Quando chegou ao asilo, Jack já havia cometido vários crimes, envolvendo homens, mulheres e crianças. Pouco depois, tirou a vida de duas enfermeiras e e de um prisioneiro. Ria enquanto fazia isso. Sempre com um sorriso macabro no rosto. Era o tipo de paciente que colocava em risco toda a existência do Arkham. Por isso, Amadeus decidiu que faria de tudo para ajudá-lo.
De volta ao presente, durante a visita às instalações, o comprador pergunta por que o asilo está em decadência. Amadeus responde que há cada vez menos pacientes, além da concorrência de instituições modernas, como as patrocinadas pela Corporação Lazarus, em Metrópolis.
Então, voltamos para o ano de 1885, em uma noite chuvosa, quando um garoto chegou ao asilo, coberto de sangue — tanto que nem a chuva conseguia limpar. Ele dizia não saber de onde vinha o sangue, mas estava claro que tinha sofrido muito na vida. Amadeus se comoveu com o garoto. Levou-o para dentro e, com o tempo, passou a tratá-lo como filho. O menino era inteligente, aprendia rápido e demonstrava fascínio pelo trabalho no asilo. Talvez pelo que vivera nas ruas de Gotham, aquele fascínio se transformou em paixão. Ele acreditava no Arkham e em Amadeus.

Com o tempo, Amadeus passou a vê-lo como um herdeiro — alguém que continuaria seu legado. O garoto sempre dizia que amanhã era uma nova página, mesmo quando as coisas iam mal. Era sua forma de levantar o ânimo do pai adotivo. Até o dia em que conheceu Jack Doe. Jack havia atacado mais uma enfermeira e provocava o menino, tentando afetá-lo. Mas o garoto permanecia firme. Mesmo quando, dois dias depois, Jack escapou da cela e o fez refém.
Amadeus fez de tudo para acalmar Jack. Por sorte, embora fosse astuto, Jack não era burro. Sabia que machucar o garoto o condenaria imediatamente. Quando conseguiu salvá-lo, Amadeus sentiu que a luz dentro dele havia apenas se fortalecido.
No presente, durante o tour, o comprador nota que ainda há pacientes no local. Amadeus confirma, embora poucos. E com uma equipe mínima. O homem então o elogia por manter o lugar funcionando mesmo após o incidente mais infame de todos. Amadeus finge não saber do que ele fala, mas o comprador insiste. Pede que parem de fingir e que falem do verdadeiro motivo pelo qual o lugar ficou marcado por décadas: a grande fuga.

Voltamos então a 1886. Um dos funcionários, que já havia sido alertado muitas vezes, cometeu o erro de se aproximar demais dos detentos. Teve as chaves roubadas e foi atacado com uma escova de dentes afiada. Ele foi apenas o primeiro. Vários internos foram libertados e, evitando o confronto direto com os guardas, escavaram um túnel a partir da sala da fornalha e fugiram durante a noite.
Na manhã seguinte, Amadeus soube na hora quem era o responsável: Jack. Ele quase podia ouvir a risada. Um homem que só queria ver o mundo em chamas. Naquele instante, o coração de Amadeus parou. Ele sabia de quem Jack iria atrás. Seu filho. E o perdeu para sempre.
A frase “amanhã é uma nova página” martelava em sua mente. Mas agora, aquela história havia chegado ao fim. Amadeus nunca se perdoou pela fuga, nem pelo que aconteceu depois. Para lidar com a culpa, transformou um velho depósito em um memorial de sua vergonha. A fuga foi ocultada da imprensa para evitar pânico. Os internos sob influência de Jack cometeram crimes — assaltos, violências, atrocidades. Todos foram recapturados. Exceto ele. Jack Doe. Que, segundo Amadeus, se tornaria o serial killer mais notório do mundo: Jack, o Estripador. Um ser que talvez fosse mais do que humano. Um demônio sorridente.
Amadeus diz que todas as evidências apontam para isso. E o comprador responde que conhece seus trabalhos sobre o assunto. Pede então para ver a sala da fornalha. No caminho, Amadeus admite que fazia quase 60 anos que não descia até ali. Não conseguia encarar o lugar. Chegando ao local, o homem aponta para uma parede com tijolos refeitos e pergunta se era por ali que os internos escaparam. Amadeus confirma. Mas então o homem aponta para outra parede, também refeita, e pergunta por que ela também está assim.
Confuso, Amadeus diz que não se lembra, que em sua velhice talvez não tivesse notado aquilo antes. E o homem pergunta calmamente se ele já pensou sobre o que mais pode não ter notado. É nesse momento que tudo muda. O homem se aproxima e sussurra algo no ouvido de Amadeus. Algo que o paralisa. Antes que ele possa reagir, o visitante diz que não precisa ser acompanhado até a saída — porque ama aquele lugar.
Naquela noite, Amadeus não conseguiu dormir. Achava que tinha ouvido errado… mas sabia, no fundo, que não. Por isso, ele se levantou e escreveu o que seria sua última entrada no diário. Planejava enviar o caderno imediatamente ao capitão Flask do Departamento de Polícia de Gotham, mas antes, desceria uma última vez à escuridão, para remover os tijolos e encontrar a verdade.
Ao continuar o diário, ele revela que não era Jack Doe o verdadeiro monstro. Era o garoto que ele criou. O menino que fingia acreditar na cura, mas nunca acreditou. Foi o corpo de Jack que ele encontrou atrás da parede. O verdadeiro autor de tudo havia sido o garoto o tempo todo.
E o que o comprador sussurrou naquela noite foi justamente a frase que só os dois conheciam: “Amanhã é uma nova página.” O garoto fez tudo aquilo apenas para zombar de Amadeus. Agora, ele havia voltado, pronto para transformar o asilo em algo muito pior. Não um lugar de cura, mas de criação de monstros. Ele era o monstro que ri na escuridão. E precisava ser detido — o homem chamado Jack Grim. O Coringa.

Nesse ponto, a história retorna ao presente, com o Coringa passando por uma porta secreta nas novas instalações do Arkham, agora sob seu comando. Uma voz, que ainda não vemos, pergunta o que exatamente ele está observando. Coringa responde que está vigiando seu alvo. Aquele que chamam de Batman.
Mesmo após o interlocutor dizer que não vê ameaça no Batman e que poderia cuidar dele facilmente, Coringa garante que sabe disso. Mas quer apresentar o morcego a alguns amigos primeiro.
Kirk Langstrom, o Morcego-Humano. Pamela Isley, a Hera Venenosa. Hugo Strange. Basil Karlo, o Cara-de-Barro. Jervis Tetch, o Chapeleiro Louco. E o que parece ser o mais aterrorizante de todos: o Espantalho. Todos estão ali. Todos presos no novo Arkham.
E então, o Absolute Coringa liberta todos eles. O homem diz que nada daquilo era necessário. Mas Coringa apenas responde que ele terá sua chance… em breve. Tudo a seu tempo. Chamando-o de seu Exterminador. Sim, a história termina com o primeiro vislumbre do Exterminador Absolute.






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