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Recebendo uma homenagem pela carreira no AARP Movies for Grownups Awards (via World of Reel), Adam Sandler foi… bem, o Adam Sandler. Com sua honestidade característica e autodepreciativa, o ator fez uma projeção curiosa para o futuro de sua filmografia, admitindo abertamente a dualidade de sua carreira.

“Não sei quanto tempo me resta — 60, 70 anos. 80 no máximo, talvez 90 se eu começar a malhar e tomar creatina”, brincou o ator. “Prometo a todos aqui esta noite que farei pelo menos mais 50 filmes antes de morrer — e pelo menos 25 deles serão bons.”

A declaração é um aceno claro ao seu lucrativo contrato com a Netflix. Sandler sabe perfeitamente que seu público-alvo no streaming — que consome massivamente títulos como Mistério no Mediterrâneo e Hubie Halloween — é diferente do público da A24. Parte desse “pacote” inclui a produção de comédias mais simples (e muitas vezes criticadas), como Um Maluco no Golfe 2.

No entanto, a “promessa” também nos lembra do potencial dramático do ator. Quando Sandler decide se afastar das comédias pastelão — que compõem cerca de 80% de sua obra —, ele entrega performances viscerais e aclamadas, como visto em Embriagado de Amor, Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe e no frenético Joias Brutas. Há uma complexidade e uma instabilidade emocional nesses papéis que poucos astros conseguem acessar.

Basicamente, é o acordo que temos com ele: aceitamos as comédias descartáveis para que, eventualmente, ele nos presenteie com uma atuação de calibre de Oscar.

O lançamento mais recente do ator é o drama Jay Kelly, onde ele divide a tela com George Clooney. O filme já está disponível no catálogo da Netflix.

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