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Um novo “Legend of Zelda” foi lançado. Antes de mais nada, vale dizer que a franquia já teve títulos que foram verdadeiros divisores de águas para diferentes eras dos games. O primeiro jogo mostrou como um jogo deveria ser, oferecendo o sentimento de aventura em um simples mundo 2D. Ocarina of Time revolucionou o mundo dos jogos ao mostrar uma experiência de ação e aventura em 3D. O jogo se tornou inspiração para vários jogos que conhecemos. Agora, a Nintendo consegue estabelecer um novo padrão com “The Legend of Zelda: Breath of the Wild”, mostrando como um jogo de aventura em mundo aberto pode ser realmente construído.

“The Legend of Zelda: Breath of the Wild” é diferente dos demais jogos da franquia. Este jogo quebra várias convenções da série, além de adicionar elementos tradicionais ao mundo aberto. Já existia muita especulação sobre como isso funcionaria, mas tenha certeza: as primeiras horas de jogo te darão todas as respostas e sanarão qualquer dúvida que você tenha sobre o conceito do jogo.

Breath of the Wild aprende com os erros dos games anteriores e te joga no game de verdade sem enrolação. Não existe um tutorial longo e cansativo aqui. Você acorda, corre para fora da caverna onde se encontra e está solto no mundo. Claro, é um mundo que começa limitado, já que você deve completar uma série de missões para poder sair de lá. Mas elas foram desenhadas para que você aprenda como o jogo funciona, além de te darem todas as ferramentas que você precisará para ir onde quiser.

Pois é, após terminar a área do “Prólogo”, você já conta com todas as ferramentas necessárias para terminar o jogo (se assim quiser). Entretanto, o jogo é envolto em mistério, nada é revelado de cara e nem passado de forma mastigada. Você acaba aprendendo tudo sozinho, experimentando, testando e isso faz com que o jogo seja ainda melhor. As quatro ferramentas disponíveis no prólogo são bastante versáteis e bem pensadas. Inclusive, você pode descobrir diferentes formas de usá-las em diferentes situações. Assim como os demais jogos da franquia, este também possui os famosos Puzzles e você pode resolvê-los de inúmeras maneiras diferentes.

Assim que você sai da área do prólogo, o mundo de Breath of The Wild está aberto para que você vá onde bem entender. O jogo tem uma dificuldade moderada, certamente você morrerá algumas vezes, mas ele não é frustrante. Afinal, para cada morte no jogo, você aprenderá uma lição diferente. Os inimigos não são necessariamente baseados em uma escala, entretanto, quanto mais você se afasta da área inicial, mais bem equipados os monstros estarão. Isto significa que você pode encontrar um lugar seguro, explorar tudo por lá, fortalecer seu personagem com armas e itens e seguir em frente. Você também pode pular tudo e ir direto para o inimigo final (embora isso não seja recomendado). De toda forma, vale dizer que mesmo em áreas “difíceis”, é possível sobreviver apenas com “habilidade” e “cautela”. Algo que dá uma certa satisfação ao jogador.

Com um tempo, você passará a procurar torres para subir e marcar os locais de interesse. Entretanto, sugiro que você coloque um post-it na tela, pois geralmente você se encontrará distraído em explorar algo que aparece na sua frente. O mundo aberto é envolvente e realmente parece vivo. Enquanto caminhava entre as florestas, me deparei com animais se comportando de maneira crível, alguns puzzles escondidos, monstros em acampamentos e até uma estrela cadente. Sim, eu deixei tudo que estava fazendo e saí em busca do local em que a estrela caiu. Consegui chegar a tempo de recolher um fragmento do corpo celeste e isso me trouxe uma satisfação imensa. Este sentimento de mundo aberto é algo difícil de ver em outros jogos. Até mesmo os grandes jogos fazem com que pareça que você está apenas seguindo do ponto A para B, sem ter muito o que fazer no meio. Breath of The Wild é repleto de surpresas, excitação e aventura, não importa onde você estiver. Navegar no mapa é a parte mais divertida do jogo, já que você sempre irá descobrir algo novo.

Vale dizer que até as subquests são bem diferentes. Afinal, você não precisa apenas “ir ali e matar tal coisa”. Ao invés disso, temos algumas missões bem interessantes, profundas e que fazem com que o jogo fique ainda mais divertido. É algo memorável perceber que enquanto você tenta fechar a quest principal, aparecem missões paralelas que são totalmente inesperadas, algo que acaba se tornando assunto entre você e um amigo. Talvez este amigo nem tenha feito esta quest ainda, visto que ele pode ter feito a missão sem passar por aquele lugar. Isso faz com que cada jogador possua uma experiência única e a comunidade já está repleta de histórias legais sobre o game.

Tais missões fazem com que Breath of the Wild se torne mais realista e vivo. Geralmente, as missões secundárias nem marcam nada no mapa, você tem apenas que se virar para completá-las. E mesmo quando marcam, elas apenas mostram onde você deve estar, o desenvolvimento da missão é por sua conta.

O jogo também consegue fazer com que você se integre com o mundo ao seu redor. O som é algo bastante presente no game e você se pegará tentando ouvir o que está por perto. Aliás, a trilha sonora é uma verdadeira obra de arte. Ela não é jogada na sua cara como nos demais jogos da série, mas você passará a apreciar o som que se mostra em momentos oportunos.

O visual do game é outro grande ponto forte. O estilo e o design de Breath of the Wild é fantástico. É um estilo cartunesco, mas que chama a atenção. E sempre que Link chega em um ponto alto, você se verá diante de uma verdadeira pintura. E vale notar algo: basicamente, tudo que você vê, você pode alcançar. Tudo que você vê, você pode explorar. É como se não existissem limites.

O ambiente é tão rico e tão divertido que as dungeons ficaram em segundo lugar. Além disso, elas também são bem diferentes daquelas que estamos acostumados em outros jogos da franquia. As 4 dungeons principais do jogo são simples e complexas ao mesmo tempo. O sentimento é que tudo parece ser mais fácil, mais “clean”, mas logo as dungeons se mostram complexas ao usarem diferentes ideias para que o problema seja resolvido. Muitas vezes, eu me peguei quebrando a cabeça para resolver certos desafios.

Se o número de Dungeons parece pequeno para você, vale dizer que Breath of The Wild possui mais de 100 Shrines. Elas funcionam como mini ou micro Dungeons, consistindo em uma sala com 2 áreas separadas por um puzzle temático. Algumas delas são bem fáceis, mas outras são verdadeiros desafios.

Sim, todas as diferenças que Breath of The Wild tem, em relação aos jogos anteriores, são para melhor. Você pode mudar sua gear, ganhando atributos únicos em determinadas roupas. Suas armas possuem durabilidade e quebram depois de certo uso. Elas também possuem atributos únicos e você precisa se preocupar com a stamina que seu personagem possui, além dos corações.

Outro grande ponto forte é a capacidade de escalar qualquer coisa. E isto é parte integral e essencial de Breath of The Wild. Você está passando por uma montanha e decide saber o que há em cima dela, bem, basta subir e ter certeza de que você possuirá stamina suficiente para chegar ao topo. Caso não tenha, descanse no meio do caminho e vá para lá.

A única coisa que se mantém igual aos demais jogos é o modelo de combate. Você ainda precisa usar sua espada e seu escudo para o modo básico de combate. Entretanto, o modo de combate ganha algumas adições interessantes com a esquiva perfeita, o bloqueio perfeito e os golpes em sequência. Isso faz com que o combate ganhe um ponto a mais em estratégia. O jogo também recebe um modo stealth, que é usado de maneira inteligente para diferentes propósitos.

Por fim, devemos dizer que Zelda: Breath of the Wild é um dos melhores games já feitos. Este é um game que deve marcar gerações, como foi o caso de “Ocarina of Time”. Poucos jogos são capazes de te fazerem sentir tantas emoções e de maneira tão forte. Prepare-se para se sentir empolgado, curioso, assustado, feliz, triste e tudo que há no meio disso. Você investirá dúzias de horas e ainda sentirá que não chegou nem no começo. The Legend of Zelda: Breath of the Wild é um grande triunfo da Nintendo e será lembrado como uma obra-prima.



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