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Não é segredo para ninguém que o roteirista Chris Terrio e o diretor J.J. Abrams fizeram um grande esforço para mudar em A Ascensão Skywalker várias das decisões que o cineasta Rian Johnson havia tomado no filme anterior, Os Últimos Jedi.

A mais gritante dessas mudanças diz respeito ao parentesco de Rey (Daisy Ridley). A história do Episódio VIII estipula que seus pais eram… ninguém. Apenas dois sucateiros de Jakku que a trocaram por bebida. O filme ainda possui uma cena final onde uma criança escrava revela ser sensitiva à Força – demonstrando que um potencial Jedi pode surgir de qualquer lugar da galáxia e que isso independe de uma “linhagem” poderosa.

Porém, A Ascensão Skyawalker joga tudo isso pela janela e coloca Rey como uma Palpatine, neta do Imperador Darth Sidious.

Em uma recente entrevista com a GQ, Chris Terrio explicou que precisaram fazer essa mudança porque dizer que os pais de Rey eram ninguém pareceu uma decisão “fácil demais”.

Bem, não estávamos convencidos de que isso estava esclarecido, porque ainda havia aquela visão perturbadora que Rey tem no Episódio VII, com seus pais deixando o planeta. Além disso, os eventos de ‘Os Últimos Jedi’ são literalmente logo após os eventos do Episódio VII . Rey teve uma visão de seus pais e, no dia seguinte, é dito que ‘seus pais não eram ninguém e eles eram catadores de lixo. Nada disso importa’.

Achamos que isso seria fácil demais por causa da ideia de que Rey ansiava por seus pais há tantos anos. Nós apenas sentimos que havia algo mais acontecendo.”

Star Wars: A Ascensão Skywalker está em cartaz nos cinemas, com direção de J.J. Abrams. O filme conclui a nova trilogia, iniciada em 2015 com O Despertar da Força.



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