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Talvez uma das principais reclamações dos leitores de Fogo e Sangue quanto a A Casa do Dragão, seja o fato de a série tentar fazer de Alicent uma pessoa mais simpática.

No livro, a personagem é narrada pelo arquimeistre Gyldayn como uma pessoa mais gananciosa, que ao contrário da série, não achava certo que seu filho, Aegon II, fosse coroado Rei por causa de um simples engano, mas sim por isso atender aos seus próprios desejos.

Reprodução/HBO

Acontece que, justamente por não ter tantos diálogos e ser vago, o livro permite que a série adicione elementos desconhecidos para construir seus personagens, o que definitivamente a roteirista Sara Hess fez com Alicent em A Casa do Dragão.

Falando com o The Hollywood Reporter, a roteirista destacou esse fato de o livro ser escrito por narradores não confiáveis, que historicamente tendem a descrever mulheres como loucas, histéricas ou más.

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Como nenhum deles sabe exatamente o que aconteceu em detalhes na Dança dos Dragões, ela viu a chance de escrever uma personagem mais complexa, que condiz mais com a realidade de uma trama política.

Segundo a roteirista, o foco da trama de Alicent na série é evidenciar que ela acha que tudo que está fazendo é um mal necessário, tal qual acontece em muitos eventos do mundo real.

“Acho que na mente dela, tudo isso é um mal necessário. Ela está focada em: ‘Nós não vamos matar Rhaenyra, isso é ridículo, ela é filha de Viserys, ele nunca iria querer isso, eu não vou deixar isso acontecer.’ E quanto à coisa simpática, em Fogo e Sangue, a história foi escrita por esses narradores não confiáveis, e ninguém realmente sabe o que aconteceu naquelas salas. Eles sabem os grandes eventos que aconteceram historicamente, mas não sabem qual era a intenção de ninguém ali. Além disso, a história é frequentemente escrita por homens que escrevem mulheres como loucas, histéricas ou más.” – Disse Hess.

“Como o livro diz, Rhaenyra teve filhos e engordou. Bem, quem escreveu isso? Nós fomos capazes de dar um passo atrás e pensar: Os contadores de história querem acreditar que Alicent é uma cadela malvada e conivente. Mas isso é verdade? Quem exatamente está dizendo isso? Isso é parte da coisa que estamos trabalhando agora e trabalharemos na segunda temporada.” – Completou a roteirista.

Reprodução/HBO

O roteiro e produção de A Casa do Dragão ficaram sob responsabilidade de George R.R. Martin Ryan Condal.

Paddy Considine (Blitz) como Rei Viserys Targaryen, Matt Smith (Doctor Who) como Príncipe Daemon Targaryen, Emma D’Arcy (Truth Seekers) como Princesa Rhaenyra Targaryen e Olivia Cooke (Jogador Nº 1) como Alicent Hightower estão no elenco principal.

Baseada no livro Fogo & Sangue, a série serve como um derivado de Game of Thrones que narra a história da guerra civil gerada pela disputa do Trono de Ferro, mais conhecida como a Dança dos Dragões.

Situada mais de 200 anos antes dos eventos da série original, acompanhamos a guerra civil que acontece enquanto os meio-irmãos Aegon II e Rhaenyra almejam o trono após a morte do pai, Viserys I.

Rhaenyra é a filha mais velha, contudo, Aegon é o filho homem de um segundo casamento, o que acaba gerando uma crescente tensão entre dois clãs Targaryen sobre quem tem o verdadeiro direito ao trono.

Como descrito na série principal, no tempo em que a família Targaryen dominava os sete reinos, a casa era conhecida por seus imponentes dragões, que assim como a família, acabaram praticamente extintos após o conflito interno.

Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.