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Visando trazer verossimilhança para as telas, Christopher Nolan procurou uma Ítaca real para A Odisseia (2026). O que ele achou mais próximo disso foi uma colina rochosa que só era acessível por meio de uma caminhada de 45 minutos em subida. O elenco teve que subi-la a pé.
Na obra original de Homero, Ítaca é descrita como uma ilha áspera, rochosa e montanhosa. É um lugar inadequado para carruagens ou criação de cavalos, pois não possui planícies ou pastos largos. É uma terra para criação de cabras.
Nolan, então, foi até a Sicília ocidental, mais especificamente a uma ilha chamada Favignana — local muito procurado por turistas italianos no verão e que costumava se chamar Aegusa, ou “ilha das cabras“. O lugar abriga uma antiga fábrica de conserva de atum e um castelo em ruínas, o Castello di Santa Caterina, escolhido para ser o lar de Odisseu no filme.

Houve vários problemas na escolha, mas o principal deles foi que a trilha era estreita demais para transportar o elenco e todos os equipamentos de uma só vez. Como o trabalho de um diretor de cinema é, em grande parte, solucionar problemas, Nolan precisava encontrar uma saída para o impasse. A solução ideal foi fazer a maior parte do elenco subir a pé pela trilha, enquanto os equipamentos eram levados até o topo da colina, onde fica o castelo, de helicóptero.
Como alguns membros de elenco e equipe não aguentavam a caminhada até os quase 300 metros de altitude, estes abavam sendo transportados de helicóptero, junto com os equipamentos. Além disso, para garantir um local onde a equipe pudesse almoçar, a produção construiu uma plataforma na encosta da montanha, utilizando uma estrutura de andaimes capaz de aguentar o peso combinado de 200 pessoas.
Essa procissão se repetia diariamente durante as filmagens de duas semanas na locação. Para completar, os atores que faziam a subida a pé, como Tom Holland e Robert Pattinson, já realizavam o trajeto devidamente caracterizados com seus figurinos.
“No meio das nossas filmagens, tivemos uma locação por duas semanas onde a equipe tinha que começar na base dessa trilha no horário de chamada e subir quase 300 metros de altitude, no ritmo que conseguissem aguentar.”, disse Nolan para a GQ.
“Eu estava sentado no bar do hotel sozinho, e então as pessoas começaram a chegar [no meu primeiro dia no alojamento], e eu nunca vi pessoas com uma aparência tão exausta“, revelou Pattinson para a GQ. “E isso era só um terço do caminho. Eu entrei quando um terço do filme já tinha sido produzido, e eles já tinham estado em [dois] países àquela altura. As pessoas pareciam simplesmente… Quero dizer, ao final de cada dia, as pessoas estavam destruídas.“
“Cada locação deste filme teria sido a locação mais difícil de qualquer outro filme que já fiz na vida. E elas vieram uma atrás da outra.“, declarou Matt Damon para a GQ.
A Odisseia, vale ressaltar, chega aos cinemas em 16 de julho. O longa seguirá a busca de Telêmaco (Tom Holland) pelo paradeiro de Odisseu (Matt Damon) após a Guerra de Troia. Christopher Nolan assina direção e roteiro.
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Fonte: GQ






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