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O diretor Christopher Nolan estabeleceu uma regra inusitada para a trilha sonora de A Odisseia. Em entrevista à revista Time, o compositor Ludwig Göransson revelou que o cineasta vetou totalmente a utilização de uma orquestra tradicional durante o processo de criação musical do aguardado longa-metragem.

A decisão criativa teve como objetivo principal subverter as expectativas do público em relação aos tradicionais épicos mitológicos. “Não é como se a orquestra existisse naquela época”, explicou Göransson. “Foi um desafio e também uma oportunidade para tentar fazer algo único”.

Para contornar a restrição e alcançar uma sonoridade que fosse simultaneamente moderna e fiel à antiguidade, o músico alugou 35 gongos de bronze de diferentes tamanhos. Os instrumentos foram experimentados e gravados em estúdio em conjunto com sintetizadores, criando a base musical enviada ao cineasta.

O profissional, já vencedor de três estatuetas do Oscar, também utilizou a clássica lira em diversas composições do projeto, revelando uma forte sugestão conceitual do próprio diretor. “Chris teve essa ideia de que o som da lira seria o puxar do arco de Odisseu”, detalhou o compositor sobre a conexão sonora com o protagonista vivido pelo astro Matt Damon.

Baseada no histórico poema de Homero, a trama acompanha a complexa e perigosa jornada de sobrevivência do herói grego para retornar ao seu lar após o fim da Guerra de Troia. O grandioso elenco da superprodução ainda conta com nomes de peso como Tom Holland, Zendaya, Anne Hathaway e Robert Pattinson.

A Odisseia tem estreia programada para o dia 16 de julho nos cinemas do Brasil.

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