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As críticas de A Odisseia (2026) já estão por aí. O filme está sendo aclamado. Há quem diga que é o melhor do ano e que tem muito a falar sobre os pecados da humanidade. Leia os destaques:

Embora o futuro possa estar predeterminado, este mundo ainda é a soma do que escolhemos fazer dele. Abdicar de nosso papel nisso é renunciar à nossa humanidade, e o oposto será sempre verdadeiro também. Os deuses falam de forma obtusa, mesmo no roteiro de Nolan, mas este magnífico épico nos deixa com a capacidade de prestar atenção ao seu significado.“, escreveu David Ehrlich para o IndieWire.

A interação entre o acaso e o destino é a linha central deste épica em IMAX de 172 minutos, que parece mais curto do que é, graças principalmente à impressionante habilidade de Nolan e sua editora habitual, Jennifer Lame (que ganhou um Oscar por editar ‘Oppenheimer’), de fazer o tempo parecer elástico.“, escreveu Matt Zoller Seitz para o RogerEbert.

O resultado é uma miragem gigantesca e cintilante, uma visão misteriosa de três horas de episódios malucos que não trazem sabedoria ou contentamento, mas apenas uma resolução sombria de continuar com a luta, de dar sentido às vidas arruinadas, de retornar ao campo de batalha chamuscado pela perda.“, escreveu Peter Bradshaw para o Guardian.

Apesar de todos os seus monstros, deuses, exércitos e trovões, A Odisseia encontra sua imagem mais grandiosa em um homem confrontando o espelho sombrio do que ele próprio forjou. A realização massiva de Nolan entende que o lar é um lugar, uma família, uma memória e um julgamento. Odisseu ainda pode reconhecer Ítaca quando chegar às suas margens. A pergunta mais assustadora é se Ítaca o reconhecerá.“, escreveu Rodrigo Perez para o Playlist.

Nolan e seus colaboradores construíram uma máquina de filme estranha, temível e pioneira – de longe, a melhor do ano até agora. Seu criador é conhecido por pregar peças com o tempo, e esta pode ser sua obra mais grandiosa até hoje: transformar uma das histórias mais antigas da literatura em um voto de confiança no futuro do cinema blockbuster.“, escreveu Robbie Collin para o Telegraph.

Não há um momento de tédio na interpretação tipicamente muscular e temporalmente complexa do diretor, mas apesar de uma atuação fina e exausta de Matt Damon como o rei errante de Ítaca, o filme é sentido mais sensorialmente do que emocionalmente.“, escreveu Guy Lodge para a Variety.

Uma interpretação fundamentada, espiritual e misteriosa do mito grego, A Odisseia é um épico deslumbrante e um grande candidato a filme do ano. Pós-‘Oppenheimer’, Christopher Nolan continua a operar no auge de seus poderes cinematográficos.”, escreveu Jordan Farley para o Total Film.

Nolan, energizado pelo poder de autocontenção da moralidade moderna, torna o poema épico prosaico.“, escreveu Richard Brody para o New Yorker.

O amor de Nolan pelo cinema e seu compromisso com ele — com o que ele pode fazer, o que pode ser, o que deveria ser — percorre sua filmografia como uma corrente elétrica, iluminando-a e, muitas vezes, nos iluminando também. Essa paixão está em cada frame de sua monumental adaptação de A Odisseia, um dos espetáculos mais ‘Nolan’ de Nolan em suas preocupações temáticas, ludicidade formal, emoções cinéticas e um showmanship absoluto.“, escreveu Manohla Dargis para o New York Times.

Embora A Odisseia seja irregular e não esteja à altura da segurança e complexidade intelectual de Oppenheimer, o filme é elevado pelo elenco cegamente carismático.“, escreveu David Rooney para o Hollywood Reporter.

A Odisseia, vale lembrar, estreia nesta quinta-feira, 16 de julho. No filme, vemos Telêmaco (Tom Holland) buscando pelo paradeiro de Odisseu (Matt Damon) após a Guerra de Troia.

Outros nomes do elenco são  Anne Hathaway como Penélope, Zendaya como Atena, Robert Pattinson como Antínoo, Charlize Theron como Circe, Lupita Nyong’o como Helena de Troia / Clitemnestra, Jon Bernthal como Menelau, Mia Goth como Melantho, Benny Safdie como Agamenon e John Leguizamo como Eumeu.

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