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Embora o acordo ainda seja alvo de disputa por parte da Paramount Skydance, a divisão de cinema da Warner Bros. Discovery tem sua venda encaminhada para a Netflix, e há muito agito nas redes sociais e na imprensa por causa disso. Os chefes da Warner Bros. Pictures, no entanto, não estão abalados e aguardam com calma pelo desfecho dessa história.

Em entrevista ao The Wrap, Michael De Luca e Pam Abdy foram confrontados com a especulação de que, se a Warner sumir dos cinemas, a indústria acaba. A dupla não quis se estender muito no assunto, pois ainda não recebeu nenhuma diretriz da Netflix. Tudo o que eles prometem é que a ordem atual é priorizar ainda mais as telonas.

Na ocasião, os executivos explicaram a abordagem eclética atual da Warner como o resultado de um estudo profundo e equilibrado do que o público quer ver nos cinemas.

Quando assumimos os cargos, David Zaslav concordou totalmente em voltar o estúdio para o cinema e não fazer originais para o streaming. Há um público pós-pandemia sedento por filmes. As pessoas querem sequências de legado, adaptações de franquias, blockbusters, mas também há um público da Geração Alfa e Z que quer ver originais.“, explicou De Luca.

Falando especificamente sobre a aposta na comédia Cut Off (2026) — estrelada por Jonah Hill e Kristen Wiig e com estreia marcada para 17 de julho —, De Luca se posicionou contra o senso comum de Hollywood de que “comédias não funcionam mais no cinema“.

Não acreditamos em afirmações genéricas“, declarou o executivo. “Hollywood é um animal de manada. No minuto em que há um sucesso, todos correm na mesma direção. Quando eu era um executivo iniciante, a comédia para adultos foi declarada morta. Aí veio American Pie. Um bom filme derruba qualquer regra geral.

No fim, De Luca e Abdy foram questionados se, com a Warner operando dentro da Netflix — conforme os planos da gigante do streaming —, eles ainda poderiam montar esses calendários tão ecléticos para os cinemas. E a resposta, como não poderia deixar de ser, foi um pragmático “não sei”.

Aconteça o que acontecer, tudo o que os executivos querem é permanecer em seus cargos e continuar fazendo exatamente o que fazem hoje.

Sendo honesto, esperamos continuar fazendo o que estamos fazendo perpetuamente“, admitiu De Luca. “Este é o último emprego que quero ter. É o melhor trabalho que já tive.

Abdy continuou: “Eu também. Espero poder fazer isso até me arrastarem para fora. É um sonho. Trabalhar com esses cineastas e trabalhar juntos como melhores colegas.

Esperávamos que o ano passado fosse a prova de que, se você opera sem medo e respeita o público com um catálogo eclético, o público estará lá. Eles querem vir ao cinema. Se você trouxer ofertas de qualidade, é um negócio muito viável e com oportunidade de crescimento.“, completou Michael.

Vale resaltar que a Netflix emitiu um comunicado oficial garantido que manterá a operação da Warner Bros. Pictures exatamente como está.

Há especulações de que o streaming pretende implementar uma janela cinematográfica de 17 dias para os filmes de cinema, mas os executivos da Netflix negam isso categoricamente. A versão oficial, por enquanto, é de que a Warner continuará sendo Warner, e com o mesmo quadro de funcionários.

De qualquer forma, saberemos a verdade em até 18 meses, quando o negócio deve ser concluído.

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Fonte: The Wrap