Comentários

Estimated reading time: 3 minutos

Anexado a algumas das maiores distribuidoras do mundo, e vencedor de prêmios importantes no Festival de Cannes, O Agente Secreto (2025) foi oficialmente escolhido como representante do Brasil no Oscar 2026.

Cotado para múltiplas indicações, incluindo a de Melhor Ator para Wagner Moura, o longa chega a esse ponto da campanha como um sério candidato a dar a segunda vitória brasileira na categoria de Melhor Filme Internacional, um ano após a vitória de Ainda Estou Aqui (2024).

Nos últimos dias, houve alguma tensão com relação à Academia Brasileira de Cinema deixar de seguir o óbvio por causa de um surpreendente lobby de última hora de Manas (2025), filme da pernambucana Marianna Brennand.

Surgiu uma discussão na internet de que talvez fosse melhor o Brasil escolher um representante diferente de O Agente Secreto (2025), pois isso daria a chance de dois filmes brasileiros serem indicados ao Oscar, já que o longa de Kleber Mendonça Filho deve ser indicado em outras categorias além de Melhor Filme Internacional.

Esse argumento, no entanto, tinha um enorme buraco, pois, uma vez esnobado pelo Brasil, O Agente Secreto (2025) perderia força e poderia ficar de fora de todas as categorias em que é cotado. Manas (2025), por sua vez, dificilmente seria indicado, já que começou a sua campanha muito tardiamente.

Não indicar O Agente Secreto (2025) poderia ser um movimento da Academia de trocar indicações garantidas para o Brasil no Oscar por nenhuma indicação.

No fim, deu tudo certo, e o Brasil voltará a ser tema de destaque em uma edição de Oscar, desta vez ainda mais forte do que na campanha passada.

O Agente Secreto (2025), vale resaltar, estreia em 6 de novembro nos cinemas brasileiros. A trama segue um homem ameaçado que volta de São Paulo para Recife em 1977 para tentar se reconectar com suas raízes.

Vitórias em Cannes

Crítica de O Agente Secreto
Reprodução/Vitrine Filmes

O Agente Secreto (2025) venceu quatro prêmios no Festival de Cannes: Melhor Diretor e Melhor Ator (Wagner Moura) pelo Júri; o Prêmio FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema); e o “Art et Essai”, concedido pela AFCAE (Associação Francesa de Cinema d’Art et d’Essai).

Foi o filme mais premiado do festival francês este ano, forçando o júri a quebrar as regras de jamais premiar diretor e ator de um mesmo projeto na mesma edição.

Leia também sobre O Agente Secreto: