Desenvolvido originalmente como uma expansão de “Uncharted 4: A Thief’s End“, Uncharted: Lost Legacy coloca Chloe Frazer e Nadine Ross nos holofotes. No entanto, pode se dizer que com a manutenção da qualidade gráfica do último jogo da franquia principal e o carisma das protagonistas, temos um produto totalmente novo, com sua própria identidade.
Na trama, Chloe decide pedir a ajuda de Nadine para rastrear e encontrar a lendária Presa de Ganesh nas montanhas da Índia. Mas, como já era de esperar, existem outros interessados na peça, e que estão dispostos a fazer qualquer coisa para adquiri-la.

Começando justamente pela ambientação, confesso que fiquei muito surpreso no início, onde temos uma espécie de “mini” mundo aberto para explorar. Nele, é possível encontrar tesouros e colecionáveis em locações variadas, inclusive submersas, o que se tornou marca registrada da franquia. Dentro desse conceito, a equipe da Naughty Dog decidiu criar uma espécie de “trapaça”.
Enquanto explora esse mundo aberto, é possível encontrar 11 chaves, que liberam uma peça apelidada de Rubi da Rainha. Ele irá acender e vibrar o controle quando um colecionável estiver perto da sua localização. Mas, caso queira encontrar tudo sozinho, basta desabilitar essa função no menu de pausa.

A qualidade gráfica é praticamente a mesma de Uncharted 4. Ou seja, manteve um nível de qualidade altíssimo. Vale destacar a atenção aos detalhes de Chloe e Nadine, como cabelo e suor, que são bem mais difíceis de se fazer com personagens femininas.
Aliás, existem muitos pontos para fotografias de paisagens no celular de Chloe, além do próprio Modo Foto do jogador, que permite capturar momentos belíssimos.

Obviamente, os puzzles estão de volta. Os temidos puzzles! Mas, fique tranquilo. O desafio está na medida certa, nada muito complicado e nada muito fácil. O exemplo mostrado na imagem acima talvez seja aquele que exija maior paciência, pois é necessário encaixar a combinação certa de sombras nas imagens das paredes. Ou seja, uma ou duas decisões erradas na montagem, pode fazer com que todo o resto se perca e volte à estaca zero (ou quase).
O sistema de combate é praticamente idêntico ao de Uncharted 4, onde você também pode escolher a abordagem de cada situação. Naturalmente, após determinado ponto da trama, tudo começa a ficar mais frenético, e suas habilidades na ação serão colocadas à prova. Ao mesmo tempo, temos uma novidade bem legal: Chloe consegue abrir portas e caixotes de munições com grampos (o tradicional lockpick). Nisso, é possível encontrar explosivos e até mesmo armas melhores, de classificação dourada.
Como não poderia ser diferente, temos um desenvolvimento praticamente impecável no relacionamento entre Chloe e Nadine. Ao contrário dos jogos principais, desta vez temos uma parceria entre duas personagens movidas por um objetivo em comum, mas sem nenhum laço de amizade ou família. Na realidade, a única conexão entre as duas é Nathan e Sam Drake, que, bem.. Não é algo muito positivo considerando que a história entre os dois irmãos e Nadine acabou em socos e pontapés.

Assim como em Uncharted 4, continuamos dentro da abordagem mais realista, sem elementos sobrenaturais. Desta vez, o mercenário Asav é o grande antagonista do enredo, e apesar de não estar no mesmo nível de Raffe, ainda se prova um desafio à altura das protagonistas. As lutas principais são excelentes, especialmente aquela da missão final, com um desfecho digno de cinema, outra marca registrada da franquia.
“Uncharted: Lost Legacy“, com perdão do trocadilho, consegue criar seu próprio legado dentro da aclamada franquia, aliando elementos novos com aqueles já tradicionais e conhecidos do público. Se existe um “defeito”, é simplesmente o fato de ser bem curto, pois certamente é uma aventura que renderia várias horas de gameplay facilmente.
Se você é fã das aventuras de Nathan, então considere esse um conteúdo praticamente indispensável. E agora, resta apenas a expectativa para que algo parecido seja feito no PlayStation 5, talvez com Sam Drake e Sullivan? Afinal, sonhar não custa nada!
- Parceria entre Chloe e Nadine
- Gráficos
- Mantém as características da franquia principal
- Exploração de um "mini" mundo aberto






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