
Quando a Warner Bros. entrou em contato com Alfonso Cuarón para que ele comandasse Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, o cineasta não tinha nenhuma experiência com grandes produções e era mais conhecido pelas obras independentes.
Desinteressado, Cuarón pensou em abandonar o projeto, mas mudou de ideia após um encontro com o amigo e compatriota Guillermo del Toro, também diretor.
Em entrevista à Vanity Fair, Cuarón explicou como del Toro o convenceu a aceitar a proposta do estúdio.
“Conversei com Guillermo, como sempre faço, e ele me perguntou o que estava fazendo. Disse que estava me preparando para Harry Potter, e que até estava me divertindo, mas contei que não tinha lido os livros nem assistido aos longas. E então ele pareceu chateado comigo.”
Percebendo que o amigo subestimava Harry Potter por ser literatura infantil, del Toro deu uma verdadeira lição de moral em Cuarón.
“Ele me disse: ‘P*rra, magro [apelido do diretor], você é um filho da p*ta arrogante. Vá à livraria e pegue os livros, os leia e então me ligue imediatamente.’ Quando ele me fala assim, tenho que ir à livraria.”
Após ler às obras que já haviam sido publicadas, o diretor percebeu que havia mesmo potencial no mundo criado por J.K. Rowling.
“Liguei para ele e disse que o material era mesmo ótimo. Como cineasta, foi uma lição de humildade, de que apresentaria minha visão e, ao mesmo tempo, respeitaria o que foi amado nos outros filmes.”
Lançado em 2004, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban permanece como um dos mais aclamados capítulos da saga, sendo inclusive tido por muitos como o melhor da franquia (assim como o livro).





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