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Durante uma participação no Red Sea Film Festival, a atriz Ana de Armas abriu o coração sobre sua atual posição na indústria cinematográfica. Mesmo após conquistar uma indicação ao Oscar por sua performance em Blonde, a estrela revelou que ainda sente a necessidade de validar seu talento constantemente, rebatendo a percepção de que seu sucesso seria fruto do acaso.
“Algumas pessoas acham que foi sorte, como se eu tivesse conseguido de alguma forma”, desabafou a atriz. Segundo ela, a indicação à estatueta dourada não mudou drasticamente o tipo de convites que recebe, e ainda persiste uma sensação de ter que “provar seu valor novamente”. Ela relembrou a resistência que enfrentou nos bastidores de Blonde, onde nem todos os produtores apoiavam uma cubana no papel de Marilyn Monroe, sendo bancada apenas pela insistência do diretor Andrew Dominik.
Além das dificuldades na carreira, Armas compartilhou uma curiosidade sobre sua transição para o filme 007 – Sem Tempo Para Morrer. Devido a um conflito de agenda, ela teve apenas 48 horas entre o fim das gravações da cinebiografia e o início de seu trabalho como a agente Paloma. “Na minha primeira cena no filme, comecei a falar como a Marilyn”, contou ela, admitindo que, se o público prestar atenção, verá um pouco do ícone de Hollywood na espiã do universo de James Bond.
O filme Blonde está disponível no catálogo da Netflix.