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Quando foi a última vez que você ouviu falar de uma atriz adotando o tão polêmico método de atuação de forma extrema durante uma produção, permanecendo o tempo todo na pele da personagem e deixando que o papel consumisse completamente sua rotina?

Certamente, não conseguiu se recordar de um exemplo recente, enquanto com atores masculinos, acaba sendo muito mais recorrente.

Anya Taylor-Joy, de Furiosa: Uma Saga Mad Max e atualmente promovendo a série Lucky, acredita ter uma explicação para isso.

Em entrevista ao Complex, ela disse: “Se você reparar, as mulheres não fazem atuação de método porque temos coisas das quais precisamos cuidar. Não podemos simplesmente perder completamente a sanidade. Eu vejo a atuação como uma espécie de psicose controlada. Você está fingindo ser outra pessoa, tendo os pensamentos dela por 16 horas por dia, se movimentando como ela, vivendo na casa dela e usando as roupas dela… Mas, sou muito grata por as pessoas da minha vida entenderem isso. Às vezes, quando a situação começa a sair um pouco do controle, elas me chamam pelo nome da personagem e dizem: ‘Ei, precisamos voltar à realidade’.”

Taylor-Joy acrescentou que acredita ser inviável permanecer no personagem o tempo inteiro, especialmente por respeito às centenas de profissionais envolvidos em uma produção.

Basicamente, é algo que pode ser utilizado para justificar um comportamento inapropriado nos bastidores.

“Não consigo imaginar manter isso o tempo todo porque, no fim das contas, você trabalha com centenas de pessoas. É sua responsabilidade tratá-las bem e ajudá-las a fazer o melhor trabalho possível. Se você estiver preocupado demais em bancar o babaca, isso simplesmente não vai ser divertido para ninguém.”

Nos últimos anos, nomes como Joaquin Phoenix e Jared Leto adotaram essa estratégia, e curiosamente, para interpretarem diferentes versões do Coringa, icônico vilão da DC.

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Lucky está em exibição no Apple TV.

Fonte: THR



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