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A história do Venom é intrinsicamente conectada à do Homem-Aranha, afinal, Peter Parker foi o primeiro hospedeiro do Venom nos quadrinhos. Ao longo dos anos, essa conexão sempre foi tema de várias histórias, mas o simbionte retornou a Parker pouquíssimas vezes, já que encontrou um hospedeiro em Eddie Brock.

No entanto, isso não impede que o Aranhaverso brinque com as possibilidades, é isso que aconteceu no mais recente Aranha-Venom, que é um cara da Terra-8294, chamado – ora, vejam só – Eddie Parker. No vídeo de hoje, contamos a história de origem desse personagem.

Eddie Parker vive na Terra-8294. A narração do simbionte Pete começa contando que Eddie nunca recusou um trabalho sujo. Na noite em que se conheceram, ele estava invadindo um laboratório da Roxxon para tirar fotos a pedido do tabloide Globo Diário, um jornal conhecido por manchetes bizarras.

Ele topava qualquer coisa por dinheiro fácil, inclusive invadir, espionar ou forjar provas. Ele foi criado por um tio golpista que lhe ensinou todos os truques de trapaça, de cartas marcadas a falsificação de cheques. Após a morte do tio, Eddie se dedicou a dominar as artes da pilantragem em sua homenagem. A comunidade de teóricos da conspiração acreditava que aquele laboratório da Roxxon guardava extraterrestres, e pela primeira vez, eles estavam certos.

Eddie Parker encontra vários frascos com simbiontes nomeados como Peter, Norman, Gwen, Miles, Otto e MJ. O frasco de Miles está vazio. Ele pega o frasco com o nome “Pete” e o abre. Pete, o simbionte, conta que Eddie comete o erro clássico de chegar perto demais do vidro com um alienígena dentro. Assim que o simbionte gruda em seu rosto, ele se apresenta. Seu nome é complicado demais para humanos, mas todos o chamam de Pete.

Ele diz estar dentro da mente, do corpo e dos órgãos de Eddie, e comenta que gostou particularmente do baço dele. Após acessar as memórias de Eddie, reconhece nele um histórico de atividades criminosas acima da média, mas como estava sem muitas opções, decide se contentar, e começa então a formar o traje simbiótico ao redor de Eddie. Enquanto finaliza o processo, Pete sugere que Eddie adote uma nova carreira, talvez algo menos ilegal, e até comenta que ele tem mãos rápidas e talento para mágica.

Pete decide compartilhar suas memórias com Eddie, mostrando inclusive a existência de Knull, o deus dos simbiontes. Quando os seguranças chegam, Pete afirma que precisa de um hospedeiro para sobreviver naquele planeta e que, no momento, Eddie é a única opção. Ele cria um punho gigante e derruba os guardas, em seguida se balançando pelas paredes do laboratório com suas teias.

Eddie reclama que ele não para de falar. Pete responde que realmente nunca para. Durante a luta, Pete afirma que a experiência pode ser divertida e que eles estão conectados, e assim Eddie pode usar o cérebro para modificar o corpo simbiótico. Eddie admite que é impressionante e transforma o braço em uma lâmina, pronto para eliminar um dos guardas, mas Pete o impede. Ele diz que não mata e que isso não é negociável. Se Eddie não aceitar, ele abandonará o corpo e se conectará a um dos soldados inconscientes. Diante disso, Eddie concorda.

Com o acordo feito, Pete continua sendo o simbionte dentro de Eddie. Eles derrotam mais guardas e se preparam para fugir. Mas antes de saírem, Pete pede que salvem outro prisioneiro: Miles. Eddie diz que não é herói e que não vai arriscar a própria pele. Pete insiste, dizendo que entende os traumas de Eddie, que conhece o caos que foi sua vida, e que vê ali uma oportunidade de fazer diferente. No entanto, Eddie continua se recusando, dizendo que ou vão embora de uma vez, ou o coloca de volta em um jarro.

Eles então fogem deixando Miles para trás, mas a partir de então estabelecem uma trégua. Eddie promete não matar, e Pete aceita que pequenas infrações, como beber de graça ou tirar fotos ilegais, estão permitidas. Enquanto isso, Pete pode também agir sozinho, fazendo boas ações – inclusive salvar gatinhos presos em árvores.

Eles passam a ganhar dinheiro participando de lutas clandestinas com pessoas aprimoradas. Em uma dessas lutas, Eddie enfrenta o Hulk-Areia, uma fusão do Homem-Areia com o Hulk. Seu nome de lutador, como não poderia ser diferente, é “Venom”. Durante o combate, Pete continua fazendo piadas, enquanto Eddie pede que ele fique quieto. Eles trabalham juntos para vencer a luta.

Ao fim do confronto, Eddie conta o dinheiro do prêmio enquanto cruza com dois guardas escoltando Miles, o mesmo garoto do laboratório. Pete o reconhece e pede para ajudá-lo, mas Eddie prefere ignorar. Pete tenta tocar seu lado emocional, dizendo que compreende a dor dele e que talvez eles pudessem dar ao garoto o tipo de ajuda que nunca tiveram. Eddie pergunta se ainda vale a regra de não matar. Pete confirma. Então Eddie pergunta se pode pelo menos bater nos guardas. Pete aprova.

Eles então atacam. Miles, que se solta, aproveita a confusão e também ajuda no confronto, derrubando um dos guardas. Na última página, vemos Miles observando Venom do alto de um poste. Pete narra que com grande poder vem a vontade de olhar pelos outros — talvez não sempre, mas de vez em quando, se não tiver nada melhor para fazer.

Pela primeira vez em sua vida, Eddie Parker tentou ser um herói. E Pete pôde sentir que aquilo fez Eddie se sentir bem. Pete pergunta sobre a comida. Eddie responde que quer comida indiana. E assim termina a origem e estreia de Eddie Parker, o novo Aranha-Venom, e mais um membro do sempre crescente Aranhaverso. Existem alguns rumores, inclusive, de que ele pode ganhar sua própria série solo em breve. Deixa aí nos comentários o que você achou desse personagem.

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Murilo Oliveira, também conhecido como Muriloverso, é jornalista e redator-chefe do site O Vício. Comandando o canal homônimo no YouTube, ele compartilha sua paixão por cultura pop, trazendo análises, curiosidades e conteúdo geek com uma abordagem única e carismática.