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Christopher Nolan inicialmente foi contra a ideia de incluir a clássica máscara do Espantalho em Batman Begins. O diretor buscava um tom de realismo absoluto para o reboot do herói da DC Comics.
A revelação foi feita por David S. Goyer, que relembrou as discussões com o cineasta sobre o visual do vilão vivido por Cillian Murphy. Nolan insistia que cada personagem precisava de um senso de verossimilhança na história.
David S. Goyer detalhou o impasse inicial com o cineasta (via Collider): “Chris insistiu que tudo e cada personagem tivessem um senso de verossimilhança. E então ele perguntou se o Espantalho teria que usar uma máscara.”
O profissional de roteiro insistiu na importância do acessório para a identidade do vilão nas histórias em quadrinhos: “Nolan disse: ‘Mas eu não gosto da máscara.’ E eu disse: ‘O Espantalho tem que usar uma máscara. Ele precisa.'”
Nolan aceitou a exigência com a condição de encontrar uma justificativa realista para o elemento. A solução narrativa transformou o item em uma máscara de gás funcional, utilizada por Jonathan Crane para se proteger de sua própria toxina do medo.
Para complementar o aspecto desengonçado do antagonista, Lindy Hemming (Harry Potter e a Câmara Secreta) vestiu Cillian Murphy com ternos propositalmente pequenos. A equipe produziu mais de 100 esboços e 20 protótipos até chegar ao visual final.
Batman Begins e suas sequências estão disponíveis na HBO Max. O próximo trabalho de Christopher Nolan, A Odisseia, estreia nos cinemas do Brasil em 16 de julho.