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Há muita controvérsia cercando The Brave And The Bold. Primeiro, por ser um filme do Batman; segundo, por ser o primeiro projeto cinematográfico solo do herói inserido em um universo compartilhado — algo que o antigo DCEU nunca entregou. Mas o verdadeiro alvoroço dos fãs recai sobre a equipe criativa, e duvido que essas dúvidas se dissipem antes da estreia. Talvez a poeira só baixe se o próprio James Gunn assumir a direção.

Confesso que não é confortável falar sobre potenciais diretores para esse filme, tendo em vista que já existe um diretor contratado: Andy Muschietti.

Por mais que a massa — que não entende como funciona um set e muito menos como são as coisas em Hollywood — acredite que ele seja um “cavalo cinematográfico” ou que tenha mau gosto para CGI, eu sempre me posicionei contra esse pensamento fabricado e errático. Andy é um bom diretor que, se auxiliado por uma boa equipe de produção, tem capacidade de entregar um bom filme do Batman.

No entanto, não dá para negar a realidade: dirigir um filme do Batman sempre foi um sonho para James Gunn. Ele mesmo já assumiu isso. Grande parte do que fez Andy ser contratado tem a ver com o fato de Gunn ter se obrigado a entregar Superman (2025) e Pacificador 2 antes. A ideia seria que o projeto do Homem-Morcego avançasse enquanto ele estivesse ocupado com essas outras coisas, mas isso não aconteceu.

The Brave And The Bold passou por constantes reescritas de roteiro e agora está sendo quase todo reformulado. Tenha a noção de que James Gunn vai entregar Homem do Amanhã (2027), o seu segundo filme no DCU, antes mesmo da produção do longa do Batman começar.

O que tem sido dito é: “não há pressa com o Batman“, mas essa demora não faz bem nem para o próprio Andy, que tem a própria carreira para tocar. O diretor não vai poder ficar a vida toda esperando que James Gunn encontre o roteiro certo.

Logo, a saída de Andy por conflitos de agenda é uma possibilidade plausível. E, se a DC Studios precisar de alguém para substituí-lo, esse alguém precisa ser James Gunn.

Durante o Hot Mic ontem (29), o jornalista Jeff Sneider levantou uma bola interessante: ele acredita que a escalação de Christina Hodson para reescrever o roteiro ao lado de Gunn, no final do ano passado, não foi por acaso. Para Sneider, isso já seria um movimento estratégico de Gunn, pavimentando o terreno para, quem sabe, ele mesmo assumir a direção.

Na configuração atual, The Brave and the Bold é o filme do Batman com a intervenção mais pesada de um estúdio até hoje. Andy está participando muito pouco — ou quase nada — da escrita do roteiro, que está sendo conduzida totalmente por Gunn e Christina Hodson. Uma vez que o chefe da DC Studios assuma o projeto, a situação muda ligeiramente de figura, pois ele se tornará o que Gunn de fato está se esforçando para que seja: o seu próprio filme do Batman.

Se James Gunn fez questão de dirigir Superman (2025) por ser o filme de maior pressão do estúdio, faz todo o sentido ele repetir a dose com The Brave and the Bold. Afinal, da mesma forma que não haveria continuidade se o azulão fracassasse, não há a menor chance de o DCU dar certo se a DC Studios errar a mão no Batman.

Atenção: Este texto é baseado inteiramente na opinião de seu autor e não necessariamente reflete a opinião do site.

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