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Durante a turnê de divulgação de seu novo filme, Dinheiro Suspeito (The Rip), Ben Affleck participou do podcast The Joe Rogan Experience e abordou um dos temas mais debatidos em Hollywood atualmente: o impacto da inteligência artificial (IA) na indústria do entretenimento.

Adotando um tom cético quanto ao “apocalipse criativo”, o ator e diretor argumentou que o medo de que a IA substitua completamente atores e roteiristas é exagerado. Para Affleck, essa narrativa de “pavor existencial” serve menos como um aviso real e mais como uma estratégia financeira das empresas de tecnologia.

“Temos essa sensação de pavor existencial de que [a IA] vai acabar com tudo! Mas isso vai contra o que a história nos mostra… Acredito que muito dessa retórica vem de pessoas tentando justificar avaliações de mercado [das empresas de tecnologia]”, afirmou o ator.

Affleck admitiu que utiliza diversas ferramentas de IA disponíveis no mercado, mas reforçou que as vê apenas como auxiliares técnicos (“ferramentas de apoio”) para agilizar processos caros e trabalhosos, comparando-as aos efeitos visuais (CGI). Segundo ele, a tecnologia ainda não possui a capacidade de criar, do zero, algo verdadeiramente significativo ou de substituir o “artesanato” da atuação humana.

Além disso, o astro pontuou que já existem leis suficientes para proteger a imagem e a semelhança dos artistas contra o uso não autorizado, minimizando a necessidade de pânico imediato sobre “roubo de identidade” digital.

Dinheiro Suspeito, thriller de ação estrelado por Affleck e seu parceiro de longa data, Matt Damon, já está disponível no catálogo da Netflix.

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