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Uma das principais apostas de animes para a Temporada de Julho de 2026 é Black Torch, mas curiosamente a produção adapta um mangá cancelado há 8 anos.
A obra original criada por Tsuyoshi Takaki, o mesmo autor de Heart Gear, começou sua serialização mensal na revista Jump Square em 31 de dezembro de 2016. O título então migrou para o aplicativo Shonen Jump+ em abril de 2018. Na plataforma, foram lançados os quatro capítulos finais da obra até julho do mesmo ano.
A serialização de Black Torch teve vida curta. O mangá chegou ao fim com apenas 19 capítulos, que foram compilados em 5 volumes pela Shueisha.Mesmo assim, a obra ganhou adaptação em anime em decisão que surpreendeu até mesmo o criador do mangá. Takaki esteve envolvido de perto com a animação, tendo supervisionado os storyboards.

A inusitada decisão de produzir um anime baseado em um mangá cancelado após anos chamou a atenção. Mas quais fatores levaram a isso? Em mensagem divulgada no anúncio do anime, Takaki fez questão de agradecer aos fãs de fora do Japão. Embora o desempenho das vendas não tenha sido satisfatório entre o público japonês, a série não foi um fracasso no mercado internacional.
A animação produzida pelo 100studio, fundado em 2021, contará com 12 episódios. O título tem produção e planejamento pela ShoPro, produtora que pertence as editoras Shueisha e Shogakukan; enquanto a VIZ Media, que faz parte do mesmo grupo, assume a distribuição internacional. A Hike, que controla o estúdio recém-fundado, também integra o comitê de produção.
Com essa configuração de produção, o anime pode ter sido realizado a um baixo custo comparado a grandes títulos. Isso e o apelo ao público internacional foram certamente fatores que influenciaram na decisão de revisitar a obra cancelada. Porém, há um outro elemento importante e este envolve a trama.

Black Torch acompanha Jiro Azuma, descendente de um clã de ninjas e capaz de se comunicar com animais. Ao decidir ajudar o gato preto Rago, ele acaba se sacrificando. Porém, Rago, é na verdade, um poderoso e temido mononoke, que decide se fundir a Jiro, concedendo-lhe seus poderes. Após esse evento, Jiro se junta a uma organização que combate os mononoke. A história apresenta estilo, estrutura e temas a similares a outros shounen que alcançaram grande sucesso global, como Chainsaw Man e Jujutsu Kaisen.
É interessante observar se o investimento vai valer a pena não só através do desempenho do anime, mas também no impacto nas vendas do mangá. Afinal, um mês antes da estreia da adaptação, a Shueisha havia disponibilizado reimpressões de todos os cinco volumes da série. Além disso, a VIZ irá lançar um box da série nos EUA em setembro. O sucesso da empreitada pode abrir caminho para outros mangás cancelados ganharem anime no futuro.

Vale destacar que, no entanto, Black Torch não é um caso isolado. Em outubro, dois outros mangás que chegaram abruptamente ao fim, Super Psychic Policeman Chojo e Psyren receberão adaptação em anime.
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Os novos episódios de Black Torch são adicionados Crunchyroll todos os sábados, às 10h (horário de Brasília), com legendas e dublagem em português, em lançamento simultâneo com a TV japonesa.






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