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Pela primeira vez, Blake Lively se pronunciou sobre as recentes decisões da Justiça de Nova York no caso contra Justin Baldoni, com quem trabalhou em É Assim que Acaba.
Nos últimos dias, dez das treze alegações apresentadas pela atriz acabaram sendo derrubadas. O julgamento, no entanto, está confirmado, algo comemorado em publicação no Instagram.
“Sou grata à decisão do tribunal, que permite que o cerne do caso seja apresentado a um júri no próximo mês e me dá a oportunidade de finalmente contar a minha história por completo no julgamento. Não apenas por mim, mas também por aqueles que não têm a mesma chance… muitos dos quais conheci e amei profundamente ao longo da minha vida, e tantos outros que nunca chegarei a conhecer.
A última coisa que eu queria na minha vida era um processo judicial, mas levei este caso adiante por causa da retaliação generalizada que enfrentei, e continuo enfrentando, tanto no âmbito pessoal quanto profissional, simplesmente por pedir um ambiente de trabalho adequado para mim e para outras pessoas.
Espero que a decisão do tribunal mostre a outros que, por mais doloroso que seja, é possível falar.
Não se deixem distrair pela ‘novela digital’. A forma como este processo vem sendo constantemente tratado como um ‘drama de celebridade’ serve apenas para desviar a atenção e impedir que vocês se vejam nessa história.
A dor física causada pela violência digital é muito real. É abuso. E está em todos os lugares. Não apenas nas notícias, mas também nas comunidades e escolas. Se você prestar atenção, este caso não será o primeiro nem o último exemplo dos perigos extremos da retaliação e da guerra digital. E muitas vezes isso não será direcionado a celebridades ou a pessoas que têm a possibilidade de se manifestar.
Isso afeta a todos nós. Em todo o espectro político. Preste atenção em todas as formas como podemos ser manipulados online. A manipulação digital já foi descrita como ‘indetectável’. Se você tem filhos com acesso a celulares, eles estão entre os mais vulneráveis. Proteja-os. Converse com eles.
Estudos estimam que entre 16% e 58% das mulheres já sofreram abuso online ou perseguição, e 97% dos serviços de apoio a vítimas de violência de gênero relatam casos de abuso facilitado por tecnologia.
Muito trabalho importante já foi feito para expor sistemas, táticas e pessoas que causam danos. A construção de mais segurança faz parte deste julgamento, mas continuará muito depois que ele terminar. Esse é o trabalho do qual mais me orgulho.
Eu não conseguiria me posicionar sem as inúmeras pessoas que vieram antes de mim, e as muitas que ainda estão ao nosso redor, criando leis, promovendo mudanças sociais, incentivando conversas, mobilizando-se, trabalhando pública e privadamente, arriscando e, às vezes, perdendo tudo pela segurança dos outros em todos os espaços. Alguns nomes conhecemos, a maioria não. Obrigada a todos vocês.
Nunca vou parar de fazer a minha parte para expor sistemas e pessoas que buscam prejudicar, envergonhar, silenciar e retaliar contra vítimas. Sei que é um privilégio poder me posicionar. Não vou desperdiçá-lo. O apoio de vocês me mantém firme.“
O julgamento começará oficialmente em 18 de maio.
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Após superar US$ 300 milhões em bilheteria global, É Assim Que Acaba está disponível no streaming HBO Max.
Fonte: Instagram






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