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Se você passou pelo estande da Blizzard na CCXP 25, deve ter notado algo curioso nas mãos dos fãs mais fervorosos de World of Warcraft. Não era apenas uma espada lendária, mas sim um item doméstico essencial em qualquer lar brasileiro: um pano de prato.
O item, longe de ser aleatório, simboliza uma mudança tectônica na forma como a gigante dos games encara o Brasil. Conversamos com Sheila Valente (Senior Manager, Publishing Lead LATAM) e Aline Feriotti Tunes (Latin America Franchise Manager) para entender como a Blizzard deixou de apenas “traduzir” para começar a “criar” com DNA brasileiro.
Para Aline Feriotti Tunes, gerente de franquias na região, o segredo do sucesso recente está em não replicar cegamente o conteúdo global. A ordem é a adaptação cultural profunda.
“A gente não tem replicado na íntegra nada do que acontece [lá fora]. A gente tem feito as campanhas localmente e tentando sempre trazer elementos de brasilidade“, explica Aline.

Ela relembra o sucesso da campanha de lançamento da expansão The War Within, que utilizou a dupla Chitãozinho & Xororó e o hino “Evidências”. Agora, na CCXP, o destaque é o tal pano de prato: “É uma coisa super brasileira… Todo mundo que é apaixonado pela franquia quer ter um elemento na sua casa”.
Enquanto Aline foca na identidade cultural, Sheila Valente destaca a expansão comercial da marca para além dos servidores. Segundo a executiva, o foco de 2025 foi atender a um pedido antigo da comunidade: produtos oficiais e parcerias tangíveis.
“A gente tem olhado muito para a comunidade… E uma das coisas que eles pedem sempre muito pra gente é essa coisa de ter itens de lifestyle”, afirma Sheila.
Ela cita como exemplo o combo temático lançado meses atrás em parceria com o Burger King e adianta que a empresa está planejando novas parcerias regionais de e-commerce para facilitar o acesso a produtos oficiais.
A presença na CCXP também serviu de palco para celebrar o lançamento do sistema de Housing (habitação) em World of Warcraft e para uma iniciativa inédita de intercâmbio. A Blizzard trouxe ao Brasil criadores de conteúdo internacionais de peso, como Taliesin & Evitel (Reino Unido), Dratnos (EUA), Mix (Alemanha) e AlterTime (Espanha).
“Trouxemos eles para que eles também possam abraçar a comunidade… e para que eles possam levar o Brasil para fora”, pontua Aline, reforçando a via de mão dupla na relação com a matriz.
Manter franquias vivas por mais de 20 anos exige compreender as gerações. Sheila Valente observa um fenômeno familiar nos eventos: “A gente conhece casos de pai que passou para filha, e a filha está passando para o filho”.
Para manter essa chama acesa, Aline complementa que o desafio é “um mix de estimular quem está lá todo esse tempo” e “trazer de volta pessoas que já jogaram e não jogam mais”, explicando as novidades de lore e mecânicas.
Ao final da conversa, quando perguntadas sobre o que esperar para o fechamento de 2025 e o início de 2026, Aline deixou um aviso misterioso para os fãs: “O ano não acabou. É isso que podemos dizer”. A Blizzard ainda tem cartas na manga para o mercado latino antes da virada do ano.
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World of Warcraft: Midnight dá continuidade ao conto épico da Saga da Alma do Mundo, com os campeões de Azeroth atordoados com as maquinações da emissária do Caos, Xal’atath, que os deixou vulneráveis após a derrota de Dimensius, que Tudo Devora, em The War Within, Mas, essa dualidade vai além do simples conflito entre Luz e Caos, pois também examina a dicotomia entre destruição e criação. Enquanto as forças do Caos ameaçam destruir Azeroth, os jogadores agora têm liberdade para criar algo há muito tempo solicitado… um lar.
Entrevista feita por Angelo Resendes na CCXP 2025.