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O executivo Bob Iger, que trabalhou na Disney por anos, explicou em entrevista recente por que a empresa não comprou o Twitter.

Sob a supervisão de Iger, a Disney comprou empresas enormes de entretenimento como Marvel e Lucasfilm, e ao que parece eles chegaram a cogitar a compra até mesmo da rede social Twitter. O executivo revelou, no entanto, que a empresa acabou decidindo que a compra da rede social faria “mais mal do que bem” para a Disney.

Confira o que Iger revelou abaixo:

“Estamos no negócio de fabricar diversão na Disney, de não fazer nada que não seja bom, embora hoje existam outros que criticam a Disney pelo contrário, o que é errado. E isso era apenas algo que não estávamos prontos para assumir, e eu não estava pronto para assumir o cargo de CEO de uma empresa. E pensei que seria uma decisão irresponsável”.

“Francamente, teria sido uma solução fenomenal, em termos de distribuição, então, depois que vendemos todo o conceito para os diretores da Disney e os diretores do Twitter, estamos realmente prontos para executar a negociação que estava prestes a ser concluída. Curiosamente, eu fui para casa, e fiquei pensando no negócio por um fim de semana e cheguei a conclusão que não estava olhando para isso com tanto cuidado quanto deveria”, acrescentou Iger. 

“Sim, é uma ótima solução do ponto de vista da distribuição. Mas viria com tantos outros desafios e complexidades que, como gerente de uma grande marca global, eu não estava preparado para enfrentar. Seria uma grande distração, e teríamos que gerenciar circunstâncias que não passavam nem perto de qualquer coisa que já enfrentamos antes.”

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A Disney não foi a única a desistir de comprar o Twitter. Como vocês devem se lembrar, alguns meses atrás o bilionário Elon Musk anunciou que iria adquirir a rede social, e depois acabou voltando atrás em seu acordo.

‎Em um arquivo, os advogados de Musk disseram que a rede social falhou ou se recusou a responder a vários pedidos de informações sobre contas falsas ou spam, o que é fundamental para o desempenho dos negócios da empresa.‎

‎De acordo com a Reuters, a gerência do Twitter permitiu que Musk tivesse acesso ao seu “firehose”, um repositório de dados brutos em centenas de milhões de tweets diários.

Mas, parece não ter sido suficiente.



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