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Borderlands: O Destino do Universo está em Jogo já está em cartaz, e a sua recepção é extremamente negativa, tanto com a crítica quanto com o público.

Como na maioria dos filmes massacrados dessa forma, existe uma história conturbada por trás desse projeto.

Continue lendo para acompanhar todas as bizarrices por trás da produção de Borderlands: O Destino do Universo está em Jogo.

Hollywood de olho nos jogos

Estúdio de Borderlands
Reprodução/Take Two

Assim que a franquia Borderlands teve início nos jogos, ela atraiu o interesse de estúdios e produtores de Hollywood.

Sim, já tivemos muitos filmes ruins baseados em videogames, mas as adaptações melhoraram consideravelmente nos últimos anos, então por que não tentar?

Acontece que Borderlands teve os seus direitos adquiridos por Avi Arad, um produtor polêmico da indústria.

Arad construiu seu nome como um importante executivo da Marvel, que foi um dos principais responsáveis por levantar a franquia do Homem-Aranha no cinema.

Embora esses filmes tenham feito muito sucesso, Arad ficou conhecido por sua forte interferência nos bastidores, o que levou a problemas de produção em Homem-Aranha 3, de 2007, por exemplo.

A franquia de jogos ter caído nas mãos do produtor já levantava algumas bandeiras vermelhas.

Mistérios do roteiro

O projeto teve um avanço importante quando Craig Mazin, criador da minissérie Chernobyl e co-criador da série de The Last of Us, foi contratado para desenvolver o roteiro.

Ele chegou a concluir o seu rascunho, que teria recebido elogios internamente.

No entanto, algum tempo depois, o diretor Eli Roth foi contratado para comandar a adaptação, e também passou a ser creditado como co-roteirista.

Este é um ponto importante: seja por Roth mexer demais no roteiro ou por problemas de bastidores tornarem seu trabalho “irreconhecível”, Mazin optou por simplesmente remover o seu nome do projeto, não sendo mais creditado.

Em seu lugar, entrou um roteirista chamado “Joe Abercrombie”, que, se você pesquisar bem, verá que é um indivíduo que não existe realmente.

Embora tenha alguns outros poucos créditos, esse nome é apenas um pseudônimo de alguém que não foi revelado.

Muito estranho, não é?

Gravações e refilmagens

Bizarrices sobre o roteiro à parte, Borderlands: O Destino do Universo está em Jogo, de alguma forma, conseguiu aprovação para ser gravado, com Eli Roth conduzindo as filmagens.

Esse período foi relativamente tranquilo, já que a produção terminou pouco tempo depois, mas não quer dizer que o resultado tenha sido bom.

Assim que chegou à fase de exibições-teste (quando o filme é testado com um público reunido pelo estúdio), Borderlands: O Destino do Universo está em Jogo teve reações muito negativas.

E se o resultado nas exibições-teste é negativo, refilmagens são inevitáveis.

Nesse caso, elas foram consideráveis e controversas.

Isso porque, na época em que essas refilmagens aconteceram, Eli Roth alegou que já estava ocupado com outro projeto (o terror Feriado Sangrento).

Ele foi substituído por Tim Miller, diretor de Deadpool, de 2016, e O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, de 2019.

Roth dizia a verdade ou o estúdio só queria se livrar dele para convidar um cineasta mais experiente com blockbusters?

Ainda não sabemos.

Refilmagens não melhoram a situação

Reprodução/Lionsgate

Seja como for, as refilmagens não tiveram o efeito esperado, e Borderlands: O Destino do Universo está em Jogo continuou tendo um desempenho ruim em exibições-teste.

Os custos de produção subiram para cerca de US$ 120 milhões, e nesse ponto, o estúdio provavelmente só “aceitou a derrota”: estima-se que menos de US$ 50 milhões tenham sido investidos na campanha de marketing, um valor relativamente baixo para promover a adaptação de uma franquia de jogos tão popular.

É por esse motivo que o elenco nem mesmo foi convidado para participar de uma turnê de imprensa.

O que é inevitável é que, em algum momento, seja feito o debate: as refilmagens acabaram piorando o filme?

Ou era ainda pior antes das mudanças?

Não se surpreenda se Eli Roth futuramente aparecer pedindo um “corte do diretor”.

As consequências de tudo

Reprodução/Lionsgate

O resultado desastroso de Borderlands: O Destino do Universo está em Jogo, em termos de recepção e bilheteria, acaba sendo uma consequência de todos os problemas de produção acumulados.

A franquia de jogos terá sorte se o fiasco não respingar nela.

O mesmo vale para o elenco, mas nomes como Cate Blanchett e Jamie Lee Curtis provavelmente têm carreiras consolidadas o bastante para estarem “blindadas”.

Mas se é fã dos jogos ou só ficou curioso com a história, não fique desencorajado a dar uma chance: Borderlands: O Destino do Universo está em Jogo ainda estará em cartaz nos cinemas do Brasil por algumas semanas.

Leia mais sobre Borderlands:

Borderlands: O Destino do Universo Está em Jogo chegou na última quinta-feira aos cinemas brasileiros.

Lilith, uma infame fora-da-lei com um passado misterioso, retorna ao seu planeta natal de Pandora para encontrar a filha desaparecida do “filho da p**a” mais poderoso do universo, Atlas.

Ela, então, forma uma aliança com uma equipe inesperada – Roland, um ex-mercenário de elite, agora desesperado por redenção; Tiny Tina, uma demolidora pré-adolescente selvagem; Krieg, o protetor musculoso e retoricamente desafiado de Tina; Tannis, o cientista com um controle tênue sobre a sanidade; e Claptrap, um robô persistentemente sábio.

O elenco principal traz Cate Blanchett (Thor: Ragnarök) como Lilith, Kevin Hart (Jumanji: Próxima Fase) como Roland, Jamie Lee Curtis (Halloween) como Dra. Tannis, Ariana Greenblatt (Ahsoka) como Tiny Tina, Jack Black (Escola de Rock) como Claptrap, Edgar Ramirez (Fúria de Titãs 2) como Atlas e Florian Munteanu (Creed 2) como Kriege.