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Embora a saga Velozes e Furiosos tenha se transformado em uma franquia de espionagem internacional e ação desenfreada que desafia a gravidade, suas raízes são muito mais “pé no chão”, e estranhamente familiares para os fãs de cinema dos anos 90.

É quase um consenso na cultura pop que o primeiro filme da família Toretto, lançado em 2001, é essencialmente uma refilmagem não oficial do clássico cult Caçadores de Emoção (Point Break), de 1991.

Abaixo, explicamos como o filme de Kathryn Bigelow serviu de planta arquitetônica para o sucesso de Vin Diesel e Paul Walker.

A mesma premissa, cenários diferentes

Vin Diesel em Velozes e Furiosos
Reprodução/Universal Pictures

A estrutura narrativa de ambos os filmes é praticamente idêntica. Se você trocar as pranchas de surfe por carros tunados, a história se mantém intacta.

Em Caçadores de Emoção, temos Johnny Utah (Keanu Reeves), um jovem agente do FBI que precisa se infiltrar em um grupo de surfistas liderado pelo carismático e filosófico Bodhi (Patrick Swayze). A suspeita é que esses atletas sejam os responsáveis por uma série de roubos a bancos.

Em Velozes e Furiosos, temos Brian O’Conner (Paul Walker), um jovem policial que precisa se infiltrar em um grupo de corredores de rua liderado pelo carismático e durão Dominic Toretto (Vin Diesel). A suspeita é que esses pilotos sejam os responsáveis por uma série de roubos a caminhões de carga.

O conflito e o “bromance”

Reprodução/20th Century Studios

O coração de ambas as histórias não é o crime em si, mas a relação entre o policial infiltrado e o criminoso.

Tanto Utah quanto O’Conner acabam seduzidos pelo estilo de vida cheio de adrenalina dos grupos em que se infiltram. Mais do que isso, ambos desenvolvem um respeito profundo e uma amizade genuína com os líderes (Bodhi e Toretto), criando um conflito moral sobre cumprir o dever ou proteger o novo amigo.

Para completar o “bingo” das semelhanças, em ambos os filmes o protagonista se apaixona pela garota que é próxima ao líder da gangue (Tyler em Caçadores de Emoção e Mia em Velozes e Furiosos), o que complica ainda mais o disfarce.

O final espelhado

Reprodução/Universal Pictures

A prova definitiva da influência está no clímax. Em Caçadores de Emoção, Johnny Utah deixa Bodhi escapar para pegar a “onda perfeita” em uma tempestade na Austrália, sabendo que ele provavelmente não voltará, mas permitindo que ele viva seu último momento de liberdade.

Em Velozes e Furiosos, Brian O’Conner entrega as chaves de seu Toyota Supra para Toretto após a corrida final, permitindo que ele fuja antes que a polícia chegue, pagando sua dívida e solidificando a lealdade acima da lei.

Em resumo, Caçadores de Emoção forneceu o modelo perfeito de “policial infiltrado x criminoso carismático” que permitiu que Velozes e Furiosos encontrasse seu público e se tornasse o titã de bilheteria que é hoje.

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