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Dark Souls possui dois finais diferentes que resultam em desfechos bem distintos para o mundo do jogo. Mas o que cada um desses finais significa, e qual é considerado canônico para a história? Continua aí no vídeo que hoje explicaremos cada um desses fins e seus impactos para a trama.

Caso prefira a leitura, o texto está disponível abaixo

Antes do advento da Primeira Chama, o mundo não via disparidade e era governado por Dragões Eternos. Esse período acabou se tornando conhecido como a Era dos Antigos, a última vez que tudo esteva em paz e equilíbrio. A Primeira Chama criou a luz, e as sombras vieram junto com ela, eventualmente levando à disparidade no mundo.

Hollows começaram a emergir da escuridão e tropeçaram em poderosas Almas criadas pela Primeira Chama, essencialmente se tornando Lordes que matariam os Dragões, pondo fim à Era dos Antigos e iniciando a Era do Fogo. Dentro desta nova Era, o Reino de Lordran seria construído, dando origem a muitas grandes nações junto com ele. Como acontece com a maioria das coisas, a Era do Fogo não prosperará para sempre, e a Primeira Chama ficará cada vez mais fraca.

Com o reino ameaçado de ser consumido pela escuridão, Gwyn, o governante de Lordran, se sacrificou à Primeira Chama, poupando o reino por mais mil anos antes que ele começasse a desaparecer mais uma vez. É nesses momentos que sua jornada por Dark Souls como Chosen Undead começa. Você deve tocar os Sinos do Despertar e viajar para Anor Londo para recuperar o Lordvessel. Com o Lordvessel em sua posse, você é encarregado de reunir as Lord Souls para obter acesso ao Forno da Primeira Chama, onde Gwyn aguarda pela batalha final.

É seu dever alimentar a primeira chama, pois você é o Chosen Undead, o herói da profecia. Se acreditarmos nos Deuses, religar a Primeira Chama trará Lordran de volta à prosperidade, livrando-a da maldição do Chosen Undead e revitalizando as terras. Mas se você encontrar Darkstalker Kaathe, pode considerar a outra opção à sua disposição…

Suponha que você decida vasculhar o mundo e sair do caminho pretendido do Chosen Undead. Nesse caso, você pode ter esbarrado em uma segunda Serpente Primordial chamada Darkstalker Kaathe, que fica no fundo do Abismo e conta uma história muito diferente.

Enquanto Kingseeker Frampt reconheceu que a Primeira Chama está desaparecendo, Kaathe explica que na verdade, Gwyn teme perder o poder para a ascensão dos humanos. O Pigmeu Furtivo encontrou a Dark Soul e decidiu compartilhá-la com seus descendentes ao invés de mantê-la para si mesmo como os outros Lordes fizeram. Dessa forma, ele criou o que é conhecido como Humanidade.

Cada personagem jogável em Dark Souls é um humano afligido pela maldição do Chosen Undead. Ao contrário da história de Frampt, Kaathe diz que Gwyn tem pavor de humanos e de seu poder potencial. Devido à divisão contínua da Dark Soul pelo Pigmeu, a escuridão começou a tomar conta da luz em um ritmo rápido. Vendo essa situação piorar, Gwyn se sacrificou à Primeira Chama para impedir que os humanos obtivessem poder, mantendo a Era do Fogo viva.

Antes que Gwyn se sacrificasse para a chama, ele criaria o conto do Chosen Undead, essencialmente explicando como se tornar o próximo Grande Senhor que salvará o reino através do sacrifício. A serpente Kaathe afirma que Gwyn manifestou a profecia dos Chosen Undead como um meio de manter a Era do Fogo viva, fazendo um humano lutar até o Forno da Primeira Chama para evitar que se torne Hollow. Sua jornada para o Forno provará seu valor para reacender a chama, pois quem conseguir chegar até Gwyn será incrivelmente poderoso e queimará por muito mais tempo como resultado.

Se você acredita nas palavras de Kaathe, inaugurará a Era das Trevas e deixará a Primeira Chama desaparecer. A Era das Trevas será governada por humanos nascidos da Dark Soul transmitida pelo Pigmeu Furtivo. Escolher este final fará de você o Lorde das Trevas e soberano supremo da Humanidade. No entanto, a expansão de Dark Souls pode fazer você duvidar de sua escolha quando chegar a Oolacile e testemunhar o que a escuridão fez com a Humanidade.

Muitos argumentarão que a existência de Dark Souls 2 e 3 implica que religar a Primeira Chama é o final canônico do primeiro jogo, mas isso não é necessariamente verdade, especialmente quando você leva em conta o que aprende posteriormente. Por exemplo, Dark Souls 2 revela que simplesmente não importa se você inaugurar a Era das Trevas, pois alguém eventualmente virá para religar a Primeira Chama, mantendo o ciclo infinitamente. Mesmo que você se sacrifique para a Primeira Chama, outra pessoa virá e fará o que você fez com Gwyn, então terá essa mesma decisão a tomar.

Em suma, Dark Souls não tem um final canônico, o que pode parecer uma desculpa ou ser um pouco decepcionante para alguns, mas é isso que torna essa história e seu mundo tão fascinantes. A ambiguidade de suas decisões torna difícil dizer qual é a escolha certa. Como os jogos posteriores nos ensinam, simplesmente não importa o que você faça, outra pessoa virá, uma após a outra, em um ciclo por toda a eternidade.