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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), o órgão regulatório responsável pela livre concorrência no mercado brasileiro, aprovou recentemente a fusão entre a Microsoft e a Activision Blizzard.

O órgão brasileiro foi o primeiro a aprovar a aquisição da Activision pela Microsoft, que tem gerado polêmica na indústria dos games.

No veredito, o CADE declara que possuir conteúdo exclusivo é um fator muito importante para a competição no mercado de consoles, e é um dos principais fatores que mantêm a PlayStation e a Nintendo como líderes do mercado. 

A decisão reconhece também que a Nintendo não precisa de nenhum título da Activision Blizzard para ser um nome competitivo no mercado, e nem a Sony, que lidera o mercado de consoles há mais de 20 anos com vasta experiência, maior base de usuários e de consoles, e seu próprio catálogo com diversos jogos exclusivos e parcerias com outras marcas, o que deve continuar independente da perda de Call of Duty e de outras franquias.

A negociação, entretanto, só se concretizará após aprovação pelos órgãos de Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido.

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Os acionistas da Activision Blizzard votaram para aprovar a aquisição da empresa pela Microsoft ainda em abril deste ano. Mais de 98% das ações votadas em Assembleia Especial foram a favor da transação proposta.

No entanto, a votação não significa que o acordo será concluído, pois ainda está sujeito à investigação dos órgãos governamentais responsáveis.

O discurso dos agentes antitruste do presidente Joe Biden está alimentando os temores dos investidores de que o acordo possa ser bloqueado ou sujeito a atrasos, mesmo que prevaleça.

Além disso, a negociação também precisará da aprovação de outros governos, incluindo a União Europeia e a China. Dessa forma, as coisas ainda devem passar por uma grande burocracia até uma decisão final.



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