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Já disponível na Netflix, Casa de Dinamite (2025) constrói a sua tensa história sobre questões que não são respondidas em tela. Se você já assistiu, certamente se perguntou se ao menos há respostas lógicas para elas. Neste artigo com spoilers, abordo isso.

Casa de Dinamite, de Kathryn Bigelow, é aclamado por especialistas nucleares: “Obrigatório”
Reprodução/Netflix

O novo filme de Kathryn Bigelow é dividido três capítulos, cada um com uma perspectiva diferente de um ataque nuclear que está prestes a dizimar Chicago.

Diante desse cenário, as autoridades norte-americanas precisam identificar de onde vem o ataque e decidir se e quando vão retaliar. O problema: Quem disparou usou uma tecnologia (provavelmente de IA) que cegou o importante radar que identifica a origem do míssil.

As autoridades desconfiam da Rússia, China e Coreia do Norte. No entanto, nunca é revelado quem organizou o ataque, qual a ordem do presidente para lidar com isso, nem sequer se a bomba chegou a explodir.

Se você depende de uma dessas respostas para ter paz, infelizmente não as terá. Nenhuma delas é relevante para a mensagem que Kathryn Bigelow quis passar.

Independentemente de quem disparou, do que o presidente decidiu e de se a bomba explodiu ou não, o simples fato de os EUA serem atacados a nível nuclear é o estopim para o fim do mundo. A partir desse momento, as nações nucleares vão cair em uma situação de paranoia constante, e bilhões perderão vidas em um intervalo muito curto.

O título e a óbvia analogia do presidente interpretado por Idris Elba deixam claro qual é o legado do filme: abrir nossos olhos para o fato de que montamos uma casa inteira com dinamites e dormimos todo dia nela com uma fé inacreditável de que ela nunca vai explodir.

Reprodução/Netflix

Se Kathryn Bigelow escolhesse uma nação para culpar ou mostrasse Chicago sendo evaporada, o filme desviaria o foco dessa mensagem central e poderia provocar discussões conspiracionistas.

Em vez de recorrer ao sensacionalismo, Casa de Dinamite (2025) evoca um medo real dos tempos modernos. No final, nada é mais assustador que o silêncio, pois ele dá espaço para a sua cabeça assimilar o quão próximos podemos estar do fim do mundo.

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