Tempo estimado de leitura: 3 minutos
Cyberpunk 2077 (e sua expansão intitulada Phantom Liberty) fez um trabalho muito grande em dar vida ao seu ambiente denso, mas alguns podem argumentar que a CD Projekt RED talvez não tenha ido tão longe com a profundidade temática quanto poderia, dada a vasta riqueza que o gênero geralmente permite.
Na verdade, integrantes da própria equipe de desenvolvimento concordam com essa noção até certo ponto, e a sequência atualmente em pré-produção deve “corrigir”.
Durante participação no podcast AnswerRed, Paweł Sasko, diretor associado do estúdio, explicou.
“Eu vejo que não fomos longe o suficiente em alguns lugares. Como, digamos, a crise dos sem-teto. Quando olho para isso, penso, ‘Não fomos longe o bastante em (Cyberpunk 2077)’. Achamos que éramos distópicos, mas apenas tocamos a superfície.”
O produtor executivo Dan Hernberg acrescentou que esse próximo título continuará “explorando esses temas de uma forma bem marcante”.
“O que é realmente legal em Cyberpunk – e no futuro distópico – é que há tanta relevância para os dias de hoje, de megacorporações, de pessoas à margem, sabe, de pessoas sendo apenas recursos explorados, da desigualdade de riqueza, de todas essas coisas. Acho que Cyberpunk 2077 nos permitiu contar essas histórias de maneiras onde – no fundo – sempre há relacionamentos e pessoas, mas estamos em um mundo realmente quebrado e podemos denunciar algumas dessas coisas.”
“Para mim, é disso que se trata Cyberpunk, explorar esses temas de uma forma bem marcante. Eu amo esse mundo, e acho que é isso que vamos tentar fazer com Project Orion (título código da sequência).”
Leia mais sobre Cyberpunk 2077:
- Siga o Overplay no Google Notícias e acompanhe as principais novidades de jogos!
- CD Projekt confirma que “ninguém” está trabalhando em Cyberpunk 2077
- Cyberpunk 2077: Phantom Liberty conquista prêmios na Digital Dragons Awards
Muitos veteranos do jogo original vão retornar, mas outros talentos da indústria foram confirmados, incluindo Dan Hernberg (Amazon Games, Blizzard), Ryan Barnard (Ubisoft) e Alan Villani (WB Games).
Anna Megill, de Control e o vindouro Fable, está definida como a chefe de narrativa, sendo auxiliada por Alexander Freed, que trabalhou anteriormente na BioWare.
Outro detalhe importante é que trará uma mudança ao implementar a Unreal Engine 5, da Epic Games.
Fonte: GamingBolt