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Conhecido mundialmente por dar vida a algumas das figuras mais ameaçadoras e carismáticas do cinema moderno, como o coronel Hans Landa de Bastardos Inglórios, o ator vencedor do Oscar Christoph Waltz vive um momento de imersão no gênero de terror. Com papéis de destaque nas recentes adaptações de Frankenstein, de Guillermo del Toro, e Drácula, de Luc Besson, o ator austríaco de 69 anos abriu o jogo sobre sua filosofia ao construir antagonistas, em entrevista para a Variety.
Para Waltz, interpretar o vilão ou o oponente do herói não é apenas ser o “mau da história”, mas sim fornecer a energia vital para a narrativa. “É uma conversa”, explicou ele sobre a estratégia de se transformar em um vilão. “É como na vida, em um relacionamento, na política — a contradição é uma parte indispensável do todo. Esse é um dos problemas que estamos enfrentando agora. Recusamo-nos a aceitar contradições. A contradição torna a dinâmica possível. Ela energiza.”
Essa visão eleva a importância de seus personagens, independentemente do tempo de tela. Waltz rejeita a noção de que papéis de suporte são menores. “Todo papel é um papel principal. Pode ser por apenas um ou dois segundos, mas quando você tem algo a contribuir, você é o protagonista”, afirmou. Ele complementa dizendo que ser coadjuvante, especialmente como antagonista, é uma “tarefa fantástica”.
Atualmente, o ator pode ser visto em duas vertentes distintas do horror clássico. Em Frankenstein, ele vive Henrich Harlander, o benfeitor do cientista louco, enquanto em Drácula, ele assume o manto de Van Helsing. Sobre revisitar essas histórias icônicas, Waltz garante que não se prende às performances do passado: “Eu uso o contexto, não o primeiro plano de outras pessoas. Se você tem uma atuação icônica, isso não deve direcionar seu pensamento.”
No Brasil, Drácula – Uma História de Amor Eterno já está disponível para aluguel digital (VOD), e Frankenstein integra o catálogo da Netflix.