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Após uma onda de críticas sobre escolhas de elenco para sua adaptação de A Odisseia, Christopher Nolan afirmou que já esperava esse tipo de reação e disse que esse tipo de discussão faz parte de trabalhar com propriedades intelectuais famosas.

O cineasta vencedor do Oscar, em entrevista ao The Telegraph, comentou que aprendeu a lidar com esse tipo de repercussão durante os dez anos em que comandou a franquia do Batman.

“Essas conversas que acontecem antes de as pessoas verem o filme são sempre irrelevantes, porque ninguém que está tendo essas discussões sabe como o filme realmente é,” disse. “Eu passei dez anos da minha vida lidando com Batman. Quando comecei Batman Begins, escritores e artistas trabalhavam com esse personagem amado havia quase 65 anos, e existiam muitas ideias profundamente enraizadas sobre o que ele representava.”

A principal lição foi ignorar o ruído externo e permanecer fiel à própria visão criativa.

“O que aprendi durante essa trilogia foi que você não pode se preocupar com nada disso. O que precisa fazer é honrar o material original, interpretando-o da forma mais forte que você, pessoalmente, consegue,” acrescentou. “No fim, os fãs da obra, mesmo quando fazíamos algo diferente do que eles fariam, apreciavam a sinceridade da tentativa de criar a melhor versão possível para as telas.”

Nolan concluiu dizendo que sua responsabilidade é apenas fazer o melhor filme possível.

“Tudo o que posso fazer é criar o melhor filme que eu conseguir, da forma mais sincera possível. Será muito diferente de como outra pessoa faria, mas é exatamente isso que significa adaptar uma obra.”

Baseado no clássico poema épico atribuído a Homero, A Odisseia acompanha a jornada de Odisseu em sua longa viagem de volta para Ítaca após a Guerra de Troia. A história, composta entre os séculos VIII e VII a.C., narra os desafios enfrentados pelo herói ao longo de dez anos até conseguir retornar para casa.

A estreia nos cinemas brasileiros acontecerá em 16 de julho.

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Fonte: The Telegraph