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Christopher Nolan confirmou que buscou inspiração no trabalho de Guillermo del Toro para desenvolver as criaturas de A Odisseia, seu épico baseado na obra clássica atribuída a Homero.
O diretor vencedor do Oscar apontou ao The Los Angeles Times que a abordagem para dar vida aos monstros do filme foi tratá-los como personagens completos, e não apenas como ameaças visuais.
Ao comentar a criação de Cila, um monstro marinho de seis cabeças da mitologia grega, Nolan explicou que envolveu principalmente efeitos visuais, mas destacou a influência do cineasta mexicano no processo criativo.
“Fui muito inspirado por Guillermo del Toro. O que aprendi com ele é que um monstro não é apenas um monstro. Você precisa abordá-lo da mesma forma que aborda qualquer outro personagem.”
Já Polifemo, um gigantesco ciclope de um olho só interpretado por Bill Irwin, nasceu a partir de uma referência artística bastante específica: a pintura Saturno Devorando um Filho, de Francisco de Goya.
“Essa foi, em grande parte, a inspiração. Nós mantínhamos a pintura na parede. Sempre que apresentávamos uma nova tecnologia à equipe, era a primeira coisa que mostrávamos.”
Para criar uma versão física e convincente do Ciclope, Nolan combinou diferentes técnicas práticas durante as filmagens.
“Usamos marionetes, animatrônicos e robótica, mas Bill esteve no filme durante um mês. Além de ser um grande ator, ele é mímico, palhaço e sabe usar muito bem a expressão corporal. Ele era a essência do personagem.”
Produzido pela Universal Pictures, A Odisseia chegará aos cinemas brasileiros em 16 de julho.
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Fonte: LA Times