
Consolidado como um dos maiores atores de todos os tempos, Marlon Brando não era uma pessoa fácil de lidar. Tido como teimoso e preguiçoso por grande parte das pessoas que com ele trabalhavam, entre outros muitos problemas pessoais, o falecido astro se recusava a gravar as suas falas, pedindo que outras pessoas colocassem placas com os dizeres de seus personagens em vários lugares dos bastidores para que ele pudesse lê-los.
Foi o caso de Superman: O Filme, de Richard Donner. Neste clássico de 1978, Brando interpretou Jor-El, o pai do Superman. Em uma antiga entrevista resgatada pelo Hollywood Reporter, o icônico intérprete do protagonista, Christopher Reeve, criticava a irresponsabilidade e má vontade do colega de profissão.
“Não quero parecer rancoroso, mas não coloco Marlon Brando em um pedestal porque acho que ele é, de certa forma, um ladrão. O que acontece é que a imprensa o ama mesmo quando ele é bom, mau ou indiferente. As pessoas pensam que ele é uma entidade não importa o que ele faça, então ele nem se importa mais. Só acho triste ter 53 anos, ou seja lá o que ele tenha, e não se importar com nada. Ele poderia ter sido um grande líder para nós.”
Indo mais longe, Reeve explica por que pensava que Brando era um “ladrão”, argumentando que ele se importava apenas com o cachê que estaria recebendo, mas esclarece que as gravações foram saudáveis.
“Foi um momento maravilhoso, mas o cara não ligou para nada. Ele pegou seu salário de US$ 2 milhões e simplesmente saiu correndo.”
No ano passado, Donner também compartilhou suas más experiências com Brando, dizendo que ele “não gostava de trabalhar e só se importava com o dinheiro”. Existem mais histórias curiosas envolvendo o estrelismo do ator: assim que a produção entrou em desenvolvimento, a Warner Bros. queria Sylvester Stallone, que se tornara um dos maiores nomes do cinema na época, como Clark Kent, mas Marlon Brando exigiu que chamassem alguém desconhecido porque só ele devia ser a estrela do elenco.