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Talvez você esteja sabendo que este ano um outro filme baseado em histórias em quadrinhos de super-heróis está para estrear. É o caso do filme Bloodshot, protagonizado pelo herói homônimo interpretado pelo ator sensação dos filmes de ação, Vin Diesel. Mas quem é esse personagem desconhecido para a grande parte do público brasileiro, por que ele é legal e por que devemos prestar atenção ao filme? Vamos explicar isso agora, para você.


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Bloodshot é um soldado que teve seu corpo destroçado durante uma guerra – dependendo da versão de origem do herói, existe uma guerra em que esteve envolvido. Como esse soldado tinha esposa e filhos, uma corporação ofereceu a ele a oportunidade de refazer o seu corpo contanto que doasse ele inteiramente para experimentos. O soldado topa e, então, seu corpo é revestido de nanitas, pequenos robozinhos que fazem e desfazem a estrutura orgânica de seu corpo, ao seu bel prazer. Assim que, Bloodshot passa a ser uma espécie de mistura entre um Wolverine, pois é uma máquina letal que pode refazer o seu corpo e um Justiceiro, com um certo sentido de honra e dever enviesados e que preza a família perdida em primeiro lugar. 

Assista ao trailer de Bloodshot abaixo:

Os trabalhos que essa corporação envia Bloodshot são sempre sangrentos, envolvendo muita matança sem remorso. Mas, por alguma falha na sua programação de nanitas, este Bloodshot (sim, a corporação produz vários) acaba tendo uma outra sensação nos seus trabalhos. Ele passa a ser mais piedoso e mais humanos e menos uma máquina sanguinária de matar. Nos quadrinhos, isso muda quando ele é ordenado matar uma criança e acaba se lembrando de seu filho. Mas ao mesmo tempo vem o questionamento: ele teria tido um filho mesmo? Será que isso são implantes de memória? Será que não é uma manipulação da corporação para torná-lo mais dócil e obediente a ela? Assim, esse Bloodshot se rebela contra a corporação e passa a buscar sua via anterior a estes acontecimentos. Como no filme Memento, de Christopher Nolan, ele tenta descobrir, peça a peça, seu passado e origem.

Vale falar um pouco sobre a editora Valiant, que publica Bloodshot atualmente. Ela foi criada pelo antigo editor-chefe da Marvel nos anos 1980, Jim Shooter. Contudo, a Valiant foi uma das editoras que pereceram na bolha especulativa dos anos 90. Ela foi comprada pela criadora de videogames Acclaim, que faliu em seguida. Retornando nos anos 2010, quando os direitos sobre seus personagens foram comprados por novos investidores. Recriada, ela veio com toda a força, e com novos donos, vieram novos criadores e uma nova roupagem para seus personagens, sem perder aquilo que os fez memoráveis. O personagem mais famoso da Valian é o visigo investido de uma armadura alienígena X-O Manowar. Hoje em dia, talvez a personagem Faith Herbert, também esteja entre as fileiras dos mais populares porque ganhou destaque por representar super-heroínas plus size. 

Bloodshot é um exemplo dessa recriação de personagens, que era desenvolvido por Duane Swierczynski e Mico Suayan. Em 2016, a Valiant Entertainment foi comprada por uma multinacional chinesa que alçou a editora para os cinemas, prometendo um filme de Bloodshot estrelado por Vin Diesel. Este mesmo que vai estrear em 2020 e que o trailer já está disponível para os fãs de quadrinhos e filmes de super-heróis. Entretanto, atente que  quando eu falo que o Bloodshot é o Justiceiro da Valiant, não falo somente nas suas características de personagem, falo também nos inúmeros volumes de sua revista e inúmeras versões que o personagem já teve (mesmo nesse curto tempo de 10 anos). 

O último álbum do personagem, que já foi publicado no Brasil pela HQM Editora e, agora é publicado pela Jambô, se chama Bloodshot: Renascido. Este é seu último volume publicado até então e lida com Bloodshot em busca dos nanitas (aqui grafados como nanites) que o tornavam mais que um homem, uma máquina de matar. Então, Bloodshot vira mesmo um Justiceiro. Uma máquina de matar sem poderes de regeneração e agilidades avançados. Só que ao invés da caveira na blusa é um círculo vermelho sangrante. Ele começa a delirar no melhor estilo HAPPY!, de Grant Morrison, – ou ainda no estilo Deadpool – quando imagina seu parceirinho, o Bloodmirim e sua amada morta, Kay, a mesma mulher que retirou seu instinto assassino e seus poderes. 

Preciso dizer que a versão anterior do Bloodshot, publicada pela HQM Editora, não era das melhores, mas convencia mais que a atual. O roteiro de Jeff Lemire não empolga muito, é mais uma história do Justiceiro genérico, com várias ‘homenagens” a outras coisas já feitas com ou sem o Justiceiro. A arte de Mico Suayan é cheia de detalhes e isso pode ser bom para uma história ou duas, ou em uma capa, mas fica cansativo num encadernado quase inteiro. Boa mesmo é a arte digital de Raúl Allén, na última história, quando a coisa começa realmente a ficar interessante e, então… acaba! PUF! A Jambô promete o próximo álbum ainda para esse ano para coincidir com o lançamento do filme. Caso tenha ficado interessado na linha da Valiant da Jambô, você pode adquirir o primeiro encadernado do Bloodshot aqui, os dois encadernados de Faith aqui e aqui e o primeiro encadernado do X-0 Manowar aqui. 



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