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Todo mundo conhece a história de origem do Batman, com a tragédia envolvendo os Wayne no Beco do Crime. A cena que levou o jovem Bruce Wayne à sua identidade como Batman já é uma parte da nossa cultura. Mas nos anos que se seguiram àquela noite, a transformação de uma criança traumatizada no maior vigilante de Gotham permanece um mistério atraente.

Em seu estudo e em suas viagens, como Bruce Wayne se tornou o maior detetive do mundo? Um mestre em artes marciais? Um inventor, um químico, um ninja, um ator, um escapista? Sabemos que Bruce Wayne treinou por anos ao redor do mundo, mas como exatamente ele conseguiu todas essas habilidades? No vídeo de hoje, vamos analisar os mestres que sabemos que Bruce teve ao longo dos anos, nas mais diferentes habilidades.

Os Detetives

Não é novidade que a primeira influência de Bruce na arte da dedução foi Sir Arthur Conan Doyle, autor das histórias de Sherlock Holmes. Bruce foi, segundo muitos relatos, um ávido fã de Sherlock Holmes quando criança, chegando à solução para um determinado mistério antes que ele fosse revelado no final.

Mas quanto aos detetives que pessoalmente levaram Bruce sob sua tutela, teríamos que começar com Harvey Harris. Como originalmente contado em Detective Comics #226, de 1955, e recontado em The Untold Legend of the Batman, um jovem Bruce Wayne vestiu pela primeira vez um traje colorido vermelho e amarelo para acompanhar Harris, a fim de aprender com um dos maiores detetives do país. Harris assumiu seu papel como mentor do jovem Bruce de bom grado, até mesmo dando a ele seu primeiro codinome fantasiado: “Robin”.

Outro mentor inicial foi o investigador particular Dan Mallory, em The Batman Chronicles #6, de 1996. Sob o disfarce de “Frank Dixon”, o jovem Bruce Wayne foi aprendiz de Mallory para aprender as ferramentas do ofício. Também sabemos que Bruce estudou aplicação da lei de forma independente e até se matriculou no treinamento do FBI por seis semanas antes de abandonar o programa.

Mas um detetive com quem Bruce nunca aprendeu foi Cassander Wycliffe Baker – uma figura holmesiana apresentada em Batman #94 de 2020, que se recusou a aceitar Bruce como seu pupilo. Em vez disso, Cassander deixou para Bruce Wayne uma lição muito mais importante, da qual ele precisava urgentemente: como lidar quando todo o seu dinheiro, recursos e dedicação não conseguirão o que deseja.

Os Rastreadores

Embora tenha caído em desuso, houve um tempo em que um dos apelidos de Batman ao lado de “Cruzado Encapuzado” e “Cavaleiro das Trevas” era “Caçador Mascarado”. Como os presos do Asilo Arkham sabem muito bem, ninguém escapa do Batman quando ele sai para caçar.

Durante o treinamento de Bruce, várias figuras-chave ensinaram a Bruce as habilidades necessárias para sempre encontrar sua presa. O mais famoso desses mentores é Henri Ducard, um nome que você deve conhecer da história de origem de Bruce no filme Batman Begins, onde era o pseudônimo de Ra’s Al Ghul.

Nos quadrinhos, Henri Ducard aparece pela primeira vez no arco de história “Justiça Cega”, como um rastreador internacionalmente procurado em alta demanda. Um jovem Bruce Wayne encontrou Ducard pela primeira vez na França, permanecendo com o homem apenas o tempo suficiente para descobrir onde sua moral divergia amplamente. De todos os mentores que apareceram no passado de Bruce, Ducard é aquele que Bruce mais sentiu que poderia estar cruzando uma linha perigosa.

Mas Ducard não foi a única figura obscura que Bruce seguiria na busca pela arte do rastreamento e da perseguição. Em Detective Comics #734, descobrimos que Bruce também foi treinado pelo assassino mundialmente famoso David Cain – mais conhecido como o pai de uma de nossas Batgirls favoritas, Cassandra Cain.

Pelo relato do lendário escritor do Batman, Denny O’Neil, a última pessoa com quem Bruce treinou antes de retornar a Gotham também era um rastreador. Em Batman: Lendas do Cavaleiro das Trevas #1, vemos Bruce nas montanhas do Alasca, perseguindo um alvo sob a tutela do caçador de recompensas Willy Doggett. Doggett morre na tentativa, mas Bruce é resgatado de sua queda por uma tribo Inuit que compartilha com ele a lenda de um morcego… um curso de propósito e simbologia que pode ter sido a lição mais crucial de Batman.

Os Artistas Marciais

Da busca de Batman por mentores, a missão de Bruce Wayne de procurar e aprender com os melhores mestres de artes marciais do mundo é a mais extensa. “Justiça Cega” nos fala sobre o mestre chinês Chu Chin Li e também o mestre japonês Tsunetomo.

Já a tal “doce ciência do boxe” chegou a Bruce como cortesia do Pantera, como Robin #31 nos mostra em primeira mão. Houve também Richard Dragon, com quem Bruce é visto treinando na série Richard Dragon dos anos 2000, no romance DC Universe: Helltown e no filme Batman: Soul of the Dragon, sob o comando do próprio mestre de Richard, O-Sensei.

Detective Comics #0 de 2012 nos mostra o treinamento de Bruce com o mestre de artes marciais Shihan Matsuda, com quem Bruce aprende o verdadeiro domínio sobre seu próprio corpo. Bruce começa a aprender os segredos marciais dos lados da Luz e das Trevas do Tao em Batman: Lendas do Cavaleiro das Trevas #52-53 – mas embora aprenda muito, Bruce nunca alcança o domínio de nenhum dos aspectos da filosofia e de suas habilidades.

Bruce é famoso por treinar com a Liga dos Assassinos (ou Sombras, como são chamados lá) na trilogia Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan, mas isso nunca fez parte de sua jornada nos quadrinhos. Ele, no entanto, treinou com um mestre chamado Kirigi, que Bruce descobre muito mais tarde também ter sido um treinador de recrutas da Liga dos Assassinos de Ra’s al Ghul.

Mas talvez o artista marcial mais influente no início da carreira de Bruce seja aquele que conhecemos recentemente. Ele nunca foi alguém que Bruce chamaria de mestre. Mas como um rival constante, seguindo e até ocasionalmente ultrapassando seu caminho para a perfeição marcial, o jovem fanático que um dia seria conhecido como Criador de Fantasmas levou Bruce a novos patamares de uma forma que nem mesmo seu voto e sua missão poderiam levá-lo sozinho.

Os Escapistas

Para cada outra habilidade que Batman tem em seu repertório, há um homem ou mulher que a teve antes dele. Cada vez que Batman escapa de uma armadilha mortal, ele tem que agradecer a Giovanni Zatara, bem como a um homem chamado Max Dodge, por seu treinamento na arte de fuga – ou escapismo. Ele foi ensinado a dirigir carros potentes em velocidades absurdas com precisão extrema pelo louco Don Miguel, treinado na criação de gadgets pelo brilhante Sergei Alexandrov e em atuação e ocultação de identidade por ninguém menos que o ator de teatro e ex-agente da inteligência britânica… Alfred Pennyworth. Sim, o seu mordomo.

A inspiração sempre pode surgir de qualquer lugar. Na verdade, um dos primeiros tutores de Bruce foi uma jovem ladra de rua na Tailândia chamada Mekhala. Sabe aquele famoso truque do Batman em que ele simplesmente desaparece no momento em que o comissário Gordon vira a cabeça durante uma conversa no telhado? Foi Mekhala quem ensinou o jovem Bruce a fazer isso.

A lista mais exaustiva dos professores especialistas do Batman pode ser encontrada em Batman #433-435, “As Muitas Mortes do Batman”, onde um dos tutores do passado de Bruce, o especialista em demolições Frederick Stone, elimina os mentores do Batman um por um para manter seus inimigos longe da trilha da educação de Bruce, que pode levar até ele. Com uma história mutável, bem como é natural à própria essência dos quadrinhos, é provável que muitos outros mestres ainda sejam acrescentados ao passado do Batman – mas esses são os principais.

Sou o Fundador do site Ovicio, Overplay e Muramasa. Fui idealizador e Game Designer do jogo Vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, o Jotunheim Project. Escolhido como Jurado do Anime Awards em 2024 e 2025. Amo games, sou fã de God of War, Dragon Quest, Fire Emblem, The Legend of Zelda e Pokémon. Coleciono livros, quadrinhos e guitarras.