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Concord está disponível neste momento e tivemos a oportunidade de testar o novo hero shooter da PlayStation, o qual chegou para ser uma opção no mercado. Confira abaixo a nossa análise do game:
Uma essência conhecida

Concord apareceu como uma produção da Sony em um meio o qual estamos acostumados a ter um foco maior em jogos single player, desde a produção até a abordagem em si. A Sony parece, a todo custo, tentar emplacar jogos de serviço e multiplayer para ampliar seu portifólio de sucessos, sendo neste contexto que surge o dito game.
Bem, na verdade, como o título diz, a essência de Concord já é conhecida e está justamente no mais famoso hero shooter do mercado: Overwatch. Sendo franco e na minha opinião, o timing para lançar um jogo do tipo não pareceu muito correto, visto que o próprio pilar do gênero (Overwatch) não se encontra nos dias de maior sucessos, mesmo sendo gratuito. De todo modo, Concord já está entre nós, disponível no PC e PS5.
Adianto o seguinte: Pode tirar a sua experiência de Overwatch como parâmetro para saber se você irá gostar do game ou não. Em suma, o jogo é parecido nos aspectos principais, sendo partidas de diferentes modos onde temos equipes de 5 heróis em cada, se enfrentando freneticamente.
A experiência
A experiência que tive com o jogo foi positiva, entretanto, pouco cativante. Como costumo colocar, não gosto de julgar um título por um lançamento anterior ou paralelo, entretanto Concord tem muitas coisas que… Já vimos! É difícil encontrar algo no game que prenda o jogador a ponto de “opa, quero jogar mais para ver”. Tudo é bem feito, mas não deixa de ser mais do mesmo.
Temos um total de 12 heróis disponíveis, todos com poderes diferentes e uma boa diversificação de armas. Uma coisa que Concord faz é usar muito o conceito de diversificar o que temos de armas no jogo, com poucos heróis tendo simples metradolhadoras, por exemplo. Canhões de fumaça, adagas, armas de plasma, temos uma boa variação nesse sentido.
Segundo a linha de diversificação, os mapas também são variados em seus visuais, mas a modelagem costuma ser parecida, sendo voltados para que ocorram aqueles encontros entre as equipes no meio do mapa (e o combate fique naquela área). Temos objetivos dentro do game e um interessante “Guia Galático”. Olha, uma coisa que o jogo fez muito bem foi a quantidade de textos nesse dito Guia, com muitas nuances sobre o que está acontecendo naquele universo. Apesar de uma boa ideia, foi complicado ler tanta história e na prática, seus objetivos ficarem em “causar 10.000 de dano” e afins. Claro, é um multiplayer, de serviço e sem compromisso algum na história, mas não deixa de ser desconexo.
As cutscenes são o ponto forte do game, junto da modelagem dos heróis. Realmente, o trabalho feito ficou muito bom e bonito aos olhos, com os personagens sendo muito bem detalhados nas cenas e menu, além de muitas e muitas opções de skins, as quais são liberadas pelo seu progresso, sem necessidade de mais gastos. Outra coisa positiva é o gunplay do jogo. É leve e fluido, sem problemas e com um bom controle por parte do player. Impressiona também a manutenção de boa qualidade em qualquer tipo de arma utilizada, sendo de boa precisão e prazeroso em qualquer situação.
Um algo a mais
A conclusão que se chega é de que faltou um algo a mais para Concord. Veja, o jogo tem bons personagens, boa progressão, bom gunplay… Mas no final das contas, não cativa tanto como poderia pelo fato de ser pouquíssimo inovador e sem alma. Talvez se tivesse uma campanha coop, skins de franquias da PlayStation, customização livre e por aí vai, o jogo se fortaleceria. Durante toda a experiência a impressão que tive era de que estava jogando um modo de Overwatch 2, não um lançamento de Sony.
A gama de personagens é boa, assim como abre-se um caminho para infinitas novas chegadas. A agenda LGBTQIA+ está bem presente, inclusive, nos heróis, sendo um dos jogos de maior inclusão e diversidade neste aspecto. Em tempo, cito que não tive problemas técnicos na jogatina… Nada de bugs, matchmakings levando no máximo 1 minuto e pouco, sem quedas de servidor. No geral, um game sólido.
Os problemas ficam por conta única e somente do “motivo de ser lançado”. Parece que é mais uma tentativa de um online da Sony, mas faltou uma identidade mais única ao game.
Resta saber se a comunidade abraçará o jogo. Como disse, não é um game ruim, pelo contrário, executa muito bem o que propõe… Mas fica por conta do público a questão de ser ou não aderido e se tornar um sucesso de longo prazo.
- Desenvolvedora: Firewalk Studios
- Publisher: Playstation
- Plataformas: PS5,PC
- Review feito no: Playstation 5
- Também testado no: PC
- Boa gameplay, ótimos modelos de personagens
- Pouco inovador