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Maior franquia da história de Hollywood, tendo ultrapassado US$ 20 bilhões em bilheteria, Universo Cinematográfico Marvel é liderada por Kevin Feige desde a estreia oficial em Homem de Ferro, mas outro nome participou ativamente da sua concepção: David Maisel.

Você deve ter se perguntado: Quem?

Pois é, esse executivo, para quem não sabe, é ex-presidente da Marvel Studios é o arquiteto inicial da franquia, antes da impressionante ascensão de Feige.

Maisel, em perfil publicado através do The New Yorker, afirma que “Universo Cinematográfico Marvel não existiria” sem sua contribuição, e desde que Feige assumiu, ele tem ofuscado suas contribuições.

“É como um estalo de Thanos. A maioria das pessoas atualmente acha que Kevin começou o estúdio, e não me conhecem de jeito nenhum.”

Declarou.

“David foi meio que excluído para fora da história do estúdio, o que realmente acho estranho”, acrescentou John Turitzin, ex-conselheiro-chefe da Marvel Entertainment. “Tudo isso surgiu graças às ideias dele.”

Maisel diz que a história começou no verão norte-americano de 2003, quando era um agente da Endeavor e desejava administrar um estúdio.

“Foi quando pensei: ‘Ei, se eu conseguir um filme em que possa acreditar, e cada filme depois desse é uma sequência ou uma quase-sequência – os mesmos personagens aparecem – então pode continuar para sempre.’ Não são trinta filmes novos. É um filme e vinte e nove sequências. O que chamamos de universo.”

Nisso, surgia a ideia do Universo Cinematográfico Marvel.

Maisel voou para a Flórida para se encontrar com Isaac “Ike” Perlmutter (ex-CEO da Marvel Entertainment), que gostou do discurso o suficiente para nomeá-lo presidente da Marvel Studios.

Depois disso, ele levantou US$ 525 milhões em financiamento através da Merrill Lynch para começar a desenvolver Homem de Ferro.

“Foi como um empréstimo gratuito. Você vai a um cassino e consegue ficar com os ganhos. Você não precisa se preocupar se perder. O conselho realmente não teve escolha a não ser me aprovar fazendo a nova Marvel Studios.”

O super-herói foi escolhido após uma ampla pesquisa com fãs jovens e colecionadores, onde um aumento na sua popularidade se tornou evidente.

Maisel, então, contratou Jon Favreau, na época conhecido por Duende em Nova York, para dirigir.

O executivo vai além, e afirma ter sido figura-chave para que a diretoria assinasse a escalação de Robert Downey Jr. como Tony Stark.

Muitos ainda tinham grandes ressalvas devido sua reputação problemática, incluindo a prisão em abril de 1996 por posse de drogas e uma arma descarregada.

Downey Jr. estava fora de Hollywood na época, e a Marvel estava decidindo entre ele ou Timothy Olyphant (Justified).

“O conselho achou que eu estava louco para colocar o futuro da empresa nas mãos de Downey Jr. e seu histórico. Então, os ajudei a entender o quão ótimo ele era para esse papel. Todos tínhamos confiança de que ele estava recuperado e pronto para o desafio.”

Maisel, mais tarde, organizaria a venda da Marvel para a The Walt Disney Company, estimada em US$ 4 bilhões, onde renunciou ao cargo de presidente, abrindo espaço para Feige.

Seus créditos de produtor-executivo incluem apenas projetos desenvolvidos pré-Disney, como O Incrível Hulk, Homem de Ferro 2, Thor e Capitão América: O Primeiro Vingador.

Depois dessa jornada, Maisel se juntou à Rovio Entertainment, da franquia Angry Birds, e recentemente adquirida pela SEGA Sammy.

Leia mais sobre a Marvel:

Lançado em 2008, Homem de Ferro é a primeira produção da Marvel Studios como estúdio independente, e atualmente está disponível no catálogo do Disney+.

Além dos elogios da crítica, a bilheteria mundial ficou em US$ 585 milhões.

Tony Stark é um industrial bilionário e inventor brilhante que realiza testes bélicos no exterior, mas é sequestrado por terroristas que o forçam a construir uma arma devastadora. Em vez disso, ele constrói uma armadura blindada e enfrenta seus sequestradores. Ao voltar para os EUA, Stark aprimora a armadura e a utiliza para combater o crime.



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