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Hoje faz exatamente um mês que o primeiro filme live-action de Saint Seiya, ou Os Cavaleiros do Zodíaco, chegou aos cinemas. Infelizmente, o filme ficou bem aquém do que poderia ter sido, caindo nos velhos erros da mentalidade norte-americana em adaptações de obras japonesas.

Mas embora tenha sido a primeira vez de Saint Seiya com atores de carne e osso, essa não foi a primeira vez da obra criada por Masami Kurumada no cinema. Desde os anos 80, os Cavaleiros do Zodíaco já estiveram nos cinemas seis vezes, e no vídeo de hoje falamos sobre esses filmes.

O Santo Guerreiro (1987)

O Santo Guerreiro é o primeiro filme dos Cavaleiros do Zodíaco, sendo lançado em 1987 e não seguindo a cronologia do anime ou do mangá. É considerado quase um curta, por sua duração de apenas 45 minutos.

Na trama temos a história da deusa Éris, que encarna na jovem Eiri, e sequestra Saori Kido para tomar seus poderes, usando seu pomo dourado. Os Cavaleiros de bronze então vão ao Santuário de Éris resgatá-la.

No santuário ocorrem lutas contra cavaleiros de Atena traidores, agora como fantasmas de Éris. Eles são Maya de Flecha, Khristós de Cruzeiro do Sul, Yan de Escudo, Orfeu de Lira e Jaga de Órion. Éris coloca o Pomo Dourado próximo ao peito de Saori, que começa a sentir fortes dores, a medida que tem sua energia sugada.

A Grande Batalha dos Deuses (1988)

A Grande Batalha dos Deuses é o segundo filme da Toei Animation baseado em Saint Seiya. Ele estreou em 12 de março de 1988 no festival de cinema Toei Manga Matsuri.

Na Sibéria, Hyoga salva um homem que está sendo atacado. Ferido, o homem consegue apenas dizer algo sobre Asgard. Alguns dias depois, Saori, Seiya, Shiryu e Shun começam a se perguntar sobre o paradeiro do desaparecido Hyoga e decidem ir a Asgard para investigar. Em Valhalla, o Senhor de Asgard, Durval, diz que nem ele e nem seu braço direito, Loki, ouviram falar de nenhum Hyoga.

No entanto, em todos os momentos Seiya e os outros podem sentir um cosmo maligno emanando de Loki e dos outros Cavaleiros de Odin, os Guerreiros Deuses. Shiryu, em particular, percebe um cosmo familiar vindo de Midgard, um misterioso e mascarado Guerreiro Deus.

Durval deixa claro que está tentando assumir o controle de Asgard e do Santuário, aprisionando Atena em uma dimensão dentro da estátua gigante de Odin. Midgard revela que sua verdadeira identidade é Hyoga, após ter sofrido uma lavagem cerebral, e tenta matar Shiryu para provar a si mesmo para Durval. Assim, é tarefa dos Cavaleiros de Bronze derrotar Durval, Loki e o resto dos Guerreiros Deuses, para salvar Athena e Hyoga.

Devido à popularidade deste filme, a Toei Animation criou mais tarde a Saga de Asgard para o anime, que não apareceu originalmente no mangá e se passa entre os arcos Santuário e Poseidon da história.

A Lenda dos Defensores de Atena (1988)

A Lenda dos Defensores de Atena é o terceiro filme anime da Toei Animation baseado no mangá Saint Seiya. No Brasil, o filme foi lançado nos cinemas em 14 de julho de 1995 pela AB Films, primeiramente com o título Os Cavaleiros do Zodíaco: O Filme, e mais tarde reintitulado para Os Cavaleiros do Zodíaco: A Batalha de Abel, até finalmente receber seu título atual, Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda dos Defensores de Atena. Foi o primeiro filme de Saint Seiya a ser lançado diretamente nos cinemas no Brasil.

Na trama, Atena recebe a visita de Abel, seu irmão mais velho e Antigo Deus do Sol. Ele a informa que veio para destruir a humanidade como punição por sua corrupção, assim como foi feito nos tempos antigos.

Ele dispensa Seiya e os Cavaleiros de Bronze, pois ela agora será guardada pelos três Cavaleiros da Coroa do Sol de Abel, Atlas de Carina, Jaô de Lince e Berengue de Coma Berenices, além dos cinco Cavaleiros de Ouro ressuscitados que morreram na batalha do Santuário: Saga de Gêmeos, Máscara da Morte de Câncer, Shura de Capricórnio, Camus de Aquário e Afrodite de Peixes.

Quando Atena se rebela contra o plano de Abel, ele a ataca, enviando sua alma para os Campos Elísios, o lugar de descanso final do qual não há retorno. Os Cavaleiros de Bronze imediatamente correm para o Santuário para salvá-la e, finalmente, derrotar Abel.

Os Guerreiros do Armagedon (1989)

Os Guerreiros do Armagedon é o quarto filme de Saint Seiya, lançado em 18 de março de 1989. No Brasil, o filme foi lançado em 22 de setembro de 1995 diretamente em mídia doméstica pela AB Films com o título Os Cavaleiros do Zodíaco: A Batalha Final, que foi posteriormente alterado para Os Cavaleiros do Zodíaco: Os Guerreiros do Armagedon.

A trama envolve a vinda de Lúcifer ao Santuário, onde seus subordinados sistematicamente eliminam os Cavaleiros de Ouro sobreviventes. Atena vai a Lúcifer pedir paz, colocando-se em perigo. Os Cavaleiros de Bronze devem então vir em seu socorro, destruindo os Anjos Caídos de Lúcifer no processo.

Pois é, desta vez a história deixa de lado seus usuais contextos mitológicos para girar em torno do cristianismo. Foi o filme mais polêmico da série, tanto que uma das cenas foi censurada por mostrar uma Bíblia sendo queimada.

Ao contrário dos filmes anteriores que não se encaixavam na cronologia da série, este filme se passa após os confrontos com Poseidon, Éris e Abel, visto que Lúcifer só pôde retornar à Terra com o esforço dos espíritos dos três deuses já derrotados pelos cavaleiros de Atena.

Prólogo do Céu (2004)

Prólogo do Céu é o quinto filme de Saint Seiya, criado em comemoração aos 30 anos de carreira de Masami Kurumada e lançado nos cinemas japoneses em 14 de fevereiro de 2004. No Brasil, o filme foi lançado nos cinema pela PlayArte em 2 de novembro de 2006 com o título Os Cavaleiros do Zodíaco: Prólogo do Céu.

O filme se passa após os eventos da Saga de Hades. Depois das guerras santas contra Poseidon e Hades, os deuses do Olimpo ficam furiosos com Atena e seus cavaleiros. Artemis, a deusa da Lua, surge com o intuito de castigar os Cavaleiros de Bronze por terem se voltado contra os deuses e, para protegê-los, Saori Kido oferece a Terra à sua irmã, jurando sua própria vida como promessa de que eles nunca mais lutariam. O acordo então é aceito e a Deusa da Lua passa a governar a Terra.

Entretanto, ao verem o Santuário de Atena dominado, os Cavaleiros se rebelam, mesmo não entendendo ao certo o que estava acontecendo. Assim, Saori teve que entregar sua vida, já que havia prometido que Seiya e os outros nunca mais lutariam. É neste momento que seu sangue passa a ser derramado. Como os guerreiros estavam lutando contra a vontade de Atena, os mesmos estavam muito fracos, sendo golpeados facilmente durante as lutas.

O filme se concentra principalmente em Seiya e Atena, já que os outros Cavaleiros de Bronze não são tão vistos; eles só aparecem durante suas respectivas lutas com os outros Anjos, e brevemente no final. No entanto, Marin de Águia também aparece, assim como Shaina de Ofiúco, Jabu de Unicórnio e Ichi de Hidra, embora os três últimos tenham apenas participações especiais.

O filme também tem um final muito ambíguo, com muitos pontos da trama não resolvidos. Deveria ser o início de uma trilogia, mas Kurumada não gostou do resultado e engavetou os planos, usando parte do plot em seu mangá canônico, o Next Dimension.

A Lenda do Santuário (2014)

Para comemorar os 40 anos de carreira do autor Masami Kurumada, a Toei Animation lançou nos cinemas em 2014 o primeiro filme em Computação Gráfica dos Cavaleiros do Zodíaco, intitulado A Lenda do Santuário.

A história desse filme é basicamente um resumo da Saga do Santuário do mangá e anime. A trama gira em torno de Saori Kido, uma jovem que descobre ter um misterioso poder. Ao lado dos jovens cavaleiros de bronze Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki, Saori deve ir ao Santuário retomar seu lugar como Atena, a deusa protetora da Terra.

Porém, para chegar à sala do Grande Mestre, aquele que tentou matá-la quando bebê, os cavaleiros de bronze e Saori deverão passar pelas 12 Casas protegidas pelos cavaleiros de ouro.



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