Há na Ásia uma relação política turbulenta entre Japão e Coreia do Sul desde o período da 2ª Guerra Mundial, e pasmem, isso agora está chegando ao universo dos mangás e animes.
Um programa da estação de televisão sul-coreana JTBC trouxe recentemente duros comentários em relação a Attack on Titan (Shingeki no Kyojin), obra de Hajime Isayama, acusando o autor de glorificar crimes de guerra.
“Não posso simpatizar com a obra com esse tipo de final. O conteúdo fez com que o herói se tornasse um vilão ao assassinar boa parte da humanidade trazendo a paz. A obra glorifica crimes de guerra crimes e imperialismo. No capítulo final, Shingeki no Kyojin fez um pedido de desculpas pelos massacres, glorificando-os.
Não é diferente defender o Holocausto, e mais, acho que ele elogia. O fim é completamente de direita, não surpreende. Duas bombas nucleares não foram suficientes para fazê-los mudar de ideia.”
Estreando em 2009, a popular série de Hajime Isayama retrata a batalha entre os últimos remanescentes de humanidade, que vivem cercados por enormes muralhas, e os gigantes carnívoros que vagueiam pelo mundo exterior. A série inicialmente gira em torno de Erean Yeager, sua irmã adotiva Mikasa Ackerman e seu amigo de infância Armin Arlet, que se juntam aos militares depois que sua cidade é invadida por Titãs e a mãe de Eren é devorada. Posteriormente, a história muda seu foco, concentrando-se em outros personagens e na revelação da verdade sobre os Titãs