
Quando falamos que o mercado de jogos, seja online ou off-line, é imenso, esta se torna apenas uma definição simples do que é realmente a indústria dos games. São tantas desenvolvedoras e publicadoras envolvidas que até nos esquecemos de estúdios de dublagens, imprensa especializada, agências de noticias, organizadoras de eventos e tantas outras empresas terceirizadas que fazem parte de todo o custo e ganho que este mercado tem. São mais de 100.000 vagas de trabalho direta e indiretamente ligadas a este nicho.

Hoje um bom jogo pode facilmente passar do orçamento do que seria necessário para fazer um filme, e o ganho com o sucesso é gigantesco. Jogos como League of Legends, e World of Warcraft são capazes de cativar uma legião de fãs que dedicam ao game boa parte do seu tempo.
São pessoas que muitas vezes ao custo de sua vida social, ficam em suas casas preferindo ao prazer que o game proporciona ao ter que enfrentar tantos obstáculos no mundo lá fora, como violência, transito e até mesmo outras pessoas. Isso até é compreensível, desde que o jogador não se torne recluso e não se esqueça de que realmente exista um mundo lá fora, ou até mesmo, obrigações.

Periodicamente temos algumas noticias de jogadores que acabaram exagerando na diversão e por ignorar certas responsabilidades acabam passando do limite de como uma pessoa comum deveria ver o game, uma diversão sadia, um hobby. Jovens que morrem após exaustivas horas ou dias na frente do computador, ou até mesmo pais que se esquecem de seus filhos para ficar no jogo são alguns exemplos extremos.
Pode-se apontar um local no mundo onde os jogos online são tão comuns e cultuados quanto o futebol aqui no Brasil é a Coréia do Sul. Toda a economia do país é influenciada pelas gigantes desenvolvedoras e publicadoras que geram títulos e mais títulos a cada ano, sempre buscando reinventar o conceito de jogos online, seja nos gráficos ou jogabilidade. Muitos deles sucesso no mundo inteiro. São empresas que disputam o mercado internacional rivalizando muitas vezes com multinacionais estrangeira como a Blizzard e Riot.

Isso criou uma cultura tão forte no país que até o Presidente em sua campanha, apoiou os games como uma forma de levar a cultura do país ao exterior. Mas parece que um olhar mais apurado sobre os jogos e a influencia deles na sociedade deu outra visão ao governo.
Está para ser implementada na Coréia do Sul uma nova lei que irá categorizar os jogos como um “vício”. Sim, levar ao pé da letra o título deste site, considerando todos os jogos como algo capaz de causar dependência psicológica do usuário. A lei irá colocar os games entre o grupo dos vícios principais que são álcool, drogas e jogos de azar.

Além de defini-los como prejudiciais a saúde, haverá uma grande fiscalização e pesadas restrição na indústria (e claro, novos impostos), o que irá diminuir consideravelmente a produção dos jogos e afetar todo o mercado. Ao que tudo indica este destino já está certo.
Grandes empresas e associações já estão em protesto à nova lei. A “Korea Internet & Digital Entertainment Association (K-IDEA)” colocou em seu web site uma banner fúnebre marcando a morte dos games para o país. As gigantes desenvolvedoras já estão levando em conta a transferência de suas empresas para países vizinhos para não serem pegas na nova lei.

Se na Coréia onde os jogos são tão comuns já está acontecendo ações governamentais deste nível, o que podemos esperar de outros países onde os jogos ainda são um grande tabu?




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