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Uma polêmica tomou conta da comunidade otaku nas redes sociais, depois que um fã brasileiro perguntou a criadora de Gachiakuta, Kei Urana, se estava tudo bem ler o mangá dela através de um servidor do Discord. A autora então respondeu que a prática é ilegal.
Graças ao novo recurso de tradução automática de tweets no X, surgiu um amplo debate sobre a pirataria de mangás entre leitores estrangeiros e japoneses, que culturalmente possuem uma visão linha dura contra o assunto. Diante disso, a mangaká emitiu uma declaração.
Urana revelou que com o debate se popularizando, ela tentou compreender a perspectiva de fãs de outros países: “Passei os últimos dias pesquisando as circunstâncias em diferentes países, incluindo situações financeiras. Entendo que, para muitas pessoas, sites piratas são a única forma de ler mangá. Também entendo que os preços podem ser mais caros no exterior. Vi gente falando ‘não aborde esse questão’. Mas se não nos pronunciarmos agora, o valor de mangás e obras criativas japonesas, construídas com sacrifícios e grande esforço daqueles que vieram antes de nós, será perdido.”
A artista se manifestou contra a posição de que ler de graça não afeta as vendas, afirmando que a pirataria pode servir como desincentivo para adquirir a versão legítima. Ela ainda enxerga a prática como uma forma de desvalorização da obra. “Nós colocamos tudo de nós na criação para que leitores possam aproveitar a nossa obra. A compensação importa, é claro, mas acima de tudo, não quero ver seu valor diminuído.”
Quanto a questão da acessibilidade, Urana revelou que ela e o artista de graffiti de Gachiakuta, Hideyoshi Ando, em conjunto com as editoras estão pensando em formas de facilitar a disponibilidade do mangá para o público internacional.
“Para que as pessoas que não têm condições de comprar, ou aqueles que não têm acesso, possam aproveitar a obra, Ando e eu viemos discutindo o assunto por um longo tempo e explorando diversas ideias. Não posso compartilhar os detalhas ainda, mas estamos trabalhando nisso. As editoras estão se esforçando também.”, afirmou Urana.
Por fim, a mangaká também pediu que os fãs estrangeiros fossem compreensivos com a perspectiva cultural japonesa.
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Gachiakuta é publicado no Brasil pela Panini. A obra também se encontra disponível no aplicativo K Manga, mas somente com tradução em inglês. Alguns capítulos podem ser lidos gratuitamente, outros estão acessíveis somente através do sistema de pontos da plataforma.
Fonte: Kei Urana via X/Twitter






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