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Um dos filmes mais mal avaliados do universo de Invocação do Mal, A Freira (2018) foi uma tentativa da Warner de seguir surfando na popularidade da franquia de terror após o sucesso do spin-off focado em Annabelle. Apesar das críticas, a aposta deu certo, e o longa estrelado por Taissa Farmiga arrecadou mais do que todos os antecessores.

Com os cofres cheios, era questão de tempo até que o estúdio anunciasse uma continuação. Afinal, o final do primeiro filme mostrou que a assombração não foi derrotada – o que justifica a aparição da freira demoníaca como a “vilã” de Invocação do Mal 2 (2016), cuja trama se passa anos depois dos eventos de A Freira.

Pré-venda de A Freira
Reprodução/Warner

Corta para 2022 e a A Freira 2 foi confirmado com os retornos de Taissa e Jonas Bloquet para interpretarem respectivamente Irene e Maurice, dois dos três protagonistas do longa original. Demián Bichir, que viveu o padre Burke no primeiro filme, não retorna para a continuação, e sua ausência é sabiamente justificada em poucas palavras.

Na trama, Irene vive em uma nova irmandade de freiras após sobreviver aos trágicos eventos contra o demônio que aterrorizou um pequeno convento na Romênia. A jovem tenta esquecer o passado, mas os relatos da força maligna que matou várias pessoas continuam a assombrá-la.

O plot inicial é uma sequência praticamente direta do fim do primeiro longa. Após salvar Irene, Maurice acabou possuído pelo espírito da freira e continuou o rastro de sangue deixado pelo demônio sem que tivesse consciência de seus atos. Novas mortes chamam a atenção da cúpula do Vaticano, e Irene é mais uma vez convocada para resolver a questão.

A Freira 2
Reprodução/Warner Bros. Discovery

Em sua jornada para exorcizar o demônio de uma vez por todas, Irene ganha a companhia de Debra (Storm Reid), freira rebelde de seu convento que decide acompanhá-la por não conseguir seguir as normas impostas pela madre superior. Apesar de ter um passado traumático e uma apresentação inicial interessante, a personagem é aos poucos deixada de lado e serve apenas como apoio para o desenvolvimento da protagonista vivida por Taissa.

Embora competente na construção da tensão necessária para filmes de terror, a direção de Michael Chaves parece incerta em diversos momentos. Acompanhar A Freira 2 é como se estivéssemos assistindo a um filme de suspense, com jumpscares surgindo aleatoriamente para que o mistério envolvendo a origem da freira diabólica tenha mais espaço.

Mesmo que a mistura de terror e suspense ainda consiga agradar a alguns, o final atropelado e apoiado na ação estraga qualquer clima de tensão construído previamente. O embate final entre os protagonistas e a freira ganha ares de filme do Marvel Studios, e sua conclusão pouco (ou nada) acrescenta ao universo de Invocação do Mal – para não dizer que não faz sentido algum.

Data de A Freira
Reprodução/New Line

Com uma narrativa que mal consegue justificar a sua própria existência, A Freira 2 não passa de um filme caça-níquel para enriquecer ainda mais os cofres de seu estúdio. Se analisado o atual momento do cinema hollywoodiano, a nova aposta da Warner pode fracassar e mostrar que investir em franquias sem oxigena-las é como um tiro que sai pela culatra.

Positivo
  • Alguns sustos ainda são bons
Negativo
  • Não justifica sua própria existência
  • Final atropelado
  • Conclusão não acrescenta nada ao universo de Invocação do Mal
Nota 3


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