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Após muitos anos de indefinição e um quase cancelamento, Mestres do Universo enfim chegou oficialmente aos cinemas. O filme, para quem não se lembra, seria conduzido originalmente pela Netflix, com Kyle Allen no papel principal e direção e roteiro dos Irmãos Nee.
No entanto, diante dos atrasos, Allen acabou deixando a produção, sendo substituído pelo astro em ascensão Noah Centineo (que em breve aparecerá como Ken em Street Fighter).
Por um breve momento, esse navio parecia ter encontrado águas calmas… Só parecia. Novamente: atrasos e mudanças. Os cineastas não conseguiam apresentar um material realmente satisfatório aos executivos da plataforma.
Diante desse cenário, um movimento inesperado: a Netflix decidiu vendê-lo para a Amazon MGM Studios.

Com elenco e uma equipe criativa reformulados, agora trazendo o ótimo Travis Knight (de Bumblebee) como diretor, a empresa acelerou seu desenvolvimento, apostando alto no início de uma franquia de fantasia.
Então, hora da verdade: Mestres do Universo vale a pena? E realmente honrou o legado da lendária animação?
E posso dizer que sim. Mesmo com alguns tropeços, Knight entrega um filme com um coração enorme, repleto de referências, homenagens, sequências de ação de tirar o fôlego e um dos vilões mais divertidos dos últimos anos.
Eu também destaco o humor, apesar de um pouco “exagerado” em alguns momentos, diria que funciona perfeitamente em 80% da trama.

Nicholas Galitzine entregou tudo de si como He-Man, e não apenas com a impressionante transformação física, mas também ao capturar a essência do personagem, que pode ser tanto bondoso, ingênuo como implacável.
O elenco de apoio sofreu com inconsistêncis: Idris Elba como Mentor e Kristen Wiig como Roboto foram meus favoritos, mas senti que faltou muito de Teela (Camila Mendes) e especialmente Maligna (Alison Brie).
A grande decepção, talvez, seja a breve aparição do Pacato. O icônico Gato Guerreiro deve ter uma participação muito mais relevante na franquia (caso siga adiante).

Agora, o vilão da história, e que vilão! Esqueleto sempre será um elemento crucial de qualquer adaptação de He-Man, e todos os envolvidos sabiam perfeitamente do tamanho da responsabilidade.
Jared Leto, mesmo com a atitude boba de evitar a campanha promocional do filme, provavelmente por não ter ter ficado feliz por cobrirem seu rosto com uma caveira, se mostra totalmente à vontade, explorando tanto as nuances ameaçadoras quanto cômicas do vilão.
Afinal, para quem não sabe, o Esqueleto é tanto uma diva quanto uma criança mimada.

Outro grande destaque é a trilha sonora, repleta de clássicos dos anos 80 e o próprio tema principal com envolvimento de Brian May, guitarrista do Queen.
Depois de assistir, acho difícil não ficar ouvindo “Eternia” em loop. Recomendo!

Mestres do Universo é uma aventura nostálgica, que não tem medo nenhum da galhofa, mesmo passando do ponto em alguns momentos, mas ainda assim, há uma identidade muito nítida em cada cena, algo que pode ser facilmente perdido em um blockbuster desse calibre.
As peças estão no lugar para uma sequência, resta saber se o retorno financeiro e sua popularidade no Prime Video serão suficientes para torná-la realidade.
E, por último e não menos importante: existem três cenas pós-créditos, cada uma com sua importância.
Fique até o fim!
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- A essência da animação é capturada
- Grandes sequências de ação
- Muitas homenagens e referências
- Nicholas Galitzine totalmente à vontade como He-Man
- Esqueleto que rouba a cena
- Humor que passa do ponto em alguns momentos
- Subutilização de personagens importantes como Teela e Maligna
- Breve participação do Pacato






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