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Desde a sua criação em 1987 sob comando de John McTiernan e com Arnold Schwarzenegger no papel principal, a franquia de O Predador enfrentou altos e baixos (e podemos dizer que foram mais baixos). Mas, parece que um nome específico chegou para mudar esse cenário, entregando produções de altíssimo nível.

Sim, estamos falando do diretor Dan Trachtenberg.

Em 2022, Trachtenberg conseguiu resgatar a propriedade intelectual de forma bem-sucedida com O Predador: A Caçada, e mesmo com um lançamento limitado no streaming, a 20th Century Studios viu uma janela de oportunidade.

Nesse período, tivemos a aclamada animação Predador: Assassino dos Assassinos, e finalmente, Predador: Terras Selvagens.

A nova produção entrega uma experiência visceral e com aprendizados.

Terras Selvagens é situado em Genna, um planeta remoto no qual Dek, um jovem Yautja rejeitado, precisará derrotar o maior dos inimigos para restabelecer o respeito e ser aceito de volta ao seu clã. E nisso ele acaba encontrando uma aliada improvável: a sintética Thia.

Predador: Terras Selvagens
Reprodução/20th Century Studios

Assim como havia sido prometido na época da campanha promocional, a equipe criativa realmente trouxe uma extensão da cultura Yautja, incluindo diálogos completos em língua nativa, algo inédito para os fãs.

O filme captura a sua atenção desde os primeiros minutos, com uma voracidade incrível. A decisão de levar a produção até a Nova Zelândia é acertadíssima, criando visuais belíssimos que, aliados aos efeitos visuais, transformam Genna em um cenário notável.

O planeta, vale dizer, é um personagem por si só. Você ficará realmente surpreso com as ameaças apresentadas ao protagonistas nesse local, que vão muito além das criaturas e os próprios androides da Weyland-Yutani.

É inegável que Trachtenberg trouxe influências de jogos eletrônicos. Imagine que seu “personagem” de um nível baixo de experiência precisa enfrentar desafios acima da sua capacidade. Este é Dek.

Thia em Predador
Reprodução/20th Century Studios

O jovem, inicialmente rígido à doutrina do clã, mostra grande personalidade ao longo da narrativa, incluindo raiva, tristeza, medo e até mesmo humor. Seus aprendizados não parecem forçados em nenhum momento, algo realmente assertivo no roteiro de Patrick Aison.

E como parte da jornada temos Thia, e é aqui que eu devo dizer o óbvio: Elle Fanning rouba a cena, e de forma impressionante, entrega uma química de parceria/camaradagem desde a introdução.

Não vamos entrar em spoilers aqui, mas como exibido nos materiais oficiais do longa-metragem, a atriz tem um papel duplo, também sendo responsável pela interpretação de outra sintética, Tessa.

As sequências de ação são a especialidade da casa. E desta vez, chama a atenção não apenas pela variedade de biomas e ameaças, como a sensação de urgência a todo momento.

Outro ponto que realmente agrada: não há promessas vazias. Basicamente, isso não é um filme feito apenas para viabilizar um outro filme, algo que se tornou relativamente comum em construções de universos compartilhados nos últimos anos.

Aqui, você têm um produto totalmente realizado, com início, meio e fim.

Predador: Terras Selvagens
Reprodução: 20th Century Studios

Predador: Terras Selvagens é o ápice da criatividade de Dan Trachtenberg, que mostra ter total domínio da franquia e não se contenta em apenas “jogar seguro” (do contrário, teria seguido com a ideia original na Segunda Guerra Mundial).

Em um período onde grandes estúdios muitas vezes tomam decisões… controversas, a Disney não poderia ter feito uma escolha melhor para quem entregar as chaves deste reino.

Então, prepare-se. Se segure na cadeira e aproveite a viagem.

Nota 9


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